Dave Grohl, líder do Foo Fighters, prepara a chegada ao mercado de seu próximo livro, The Storyteller: Tales of Life and Music, no qual compartilhará o que descreveu como “uma coleção de memórias de uma vida vivida em voz alta”.
“Desde meus primeiros dias crescendo nos subúrbios de Washington, DC, até pegar a estrada aos 18 anos, e toda a música que se seguiu, agora posso compartilhar essas aventuras com o mundo, como visto e ouvido por trás do microfone”, explicou.
O livro The Storyteller: Tales of Life and Music tem lançamento agendado para 5 de outubro e está
Para acompanhar o anúncio, as redes sociais do Foo Fighters disponibilizaram o trailer oficial do livro, no qual Grohl aparece narrando trechos de sua história com imagens de infância. Confira no player abaixo:
A música de 2011 do Foo Fighters foi escrita sobre o dia seguinte à morte de Kurt Cobain.
Em entrevista para a Rolling Stone, Dave Grohl revelou que a música “Walk” do Foo Fighters, de 2011, foi escrita do ponto de vista do dia seguinte à morte do amigo e colega de banda no Nirvana, Kurt Cobain.
“Acordar naquele dia e perceber, ‘Ah, merda, ele não está mais aqui. Eu estou. Eu consigo acordar e ele não. Estou fazendo uma xícara de café e ele não pode. Vou ligar o rádio e ele não vai’, foi uma grande revelação para mim,” conta Grohl. “Eu só pensava, ‘Não quero que ninguém se sinta do jeito que me senti naquela manhã’.”
Dave Grohl também revisitou a letra onde fala que nunca quer morrer e reforçou a ideia: “Estou falando sério, não quero morrer! Eu sei que é inevitável, mas não quero. Vai ser um saco. Vou lutar contra isso o máximo que puder.”
Recentemente, em um documentário da BBC, Grohl admitiu que, mesmo depois de 27 anos, ainda está processando a morte de Kurt Cobain.
“Ainda tenho sonhos em que estamos no Nirvana, em que ainda somos uma banda,” admitiu. “Ainda sonho que existe uma arena vazia esperando por nós para que possamos tocar. Mas eu não sento em casa e fico remoendo ‘Smells Like Teen Spirit’. É só um lembrete de que a pessoa responsável por todas essas lindas canções não está mais conosco. É agridoce.”
O ciclista australiano Pete Stokes, de 44 anos, pedalou cerca de 150 quilômetros para atingir o seu objetivo de desenhar a famosa capa do bebê do álbum Nevermind, do Nirvana, lançado em 1991. Para conseguir fazer o desenho, Stokes usou o aplicativo de GPS Strava.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Stokes afirmou que a viagem demorou cerca de oito horas, com pausas para visitar algumas padarias.
“O Nirvana tem o seu lugar na minha coleção de discos. Quando esse álbum foi lançado, eu estava no ensino médio — eu tinha cerca de 14 anos, que é quando você está formando o seu amor pela música”, disse ele.
Após processo do 'bebê nu' na capa de Nevermind, Nirvana terá de reavaliar se mudará a capa do disco icônico.
O protagonista da capa do disco Nevermind (1991), do Nirvana, também conhecido como o bebê nu, está processando a banda por violarem estatutos federais de pornografia infantil,de acordo com documentos analisados pela Pitchfork.Spencer Elden, que hoje tem 30 anos, quer uma compensação financeira pela exploração e, além disso, deseja que o grupo altere quaisquer versões futuras da capa do álbum.
Uma das advogadas de Elden, Maggie Mabie, explicou como o cliente quer que o Nirvana faça o que deveriam ter feito há 30 anos: retirar as imagens dos órgãos genitais do bebê da capa, de acordo com notícia do jornal The New York Times. Elden alega como sofreu "danos ao longo da vida" pela capa e seus responsáveis legais não assinaram documentos autorizando o uso de imagens.
Nevermind completa 30 anos em 24 de setembro de 2021. Por isso, a maioria dos fãs do Nirvana pensou que o processo veio em um momento estratégico, pois o disco teve um sucesso crítico e comercial imenso e, até hoje, é considerado como um dos pilares do grunge. Elden reproduziu a capa diversas vezes ao longo da vida (vestido, no entanto) e tem até a imagem tatuada em seu peito, mas mudou de ideia sobre a capa em anos recente
De acordo com informações do Ultimate Classic Rock,Elden pediu US$ 150 mil — cerca de R$ 778,500, na cotação atual — a cada uma das 15 pessoas e empresas nomeadas no processo, incluindo o fotógrafo Kirk Weddle e as gravadoras por trás do lançamento do disco. Este afirma que os integrantes do Nirvana "produziram, possuíram e fizeram propaganda comercial de pornografia infantil retratando Spencer, e sabidamente receberam dinheiro em troca de fazê-lo."
Uma das advogadas de Elden, Maggie Mabie, explicou como o cliente quer que o Nirvana faça o que deveriam ter feito há 30 anos: retirar as imagens dos órgãos genitais do bebê da capa, de acordo com notícia do jornal The New York Times. Elden alega como sofreu "danos ao longo da vida" pela capa e seus responsáveis legais não assinaram documentos autorizando o uso de imagens.
Nevermind completa 30 anos em 24 de setembro de 2021. Por isso, a maioria dos fãs do Nirvana pensou que o processo veio em um momento estratégico, pois o disco teve um sucesso crítico e comercial imenso e, até hoje, é considerado como um dos pilares do grunge. Elden reproduziu a capa diversas vezes ao longo da vida (vestido, no entanto) e tem até a imagem tatuada em seu peito, mas mudou de ideia sobre a capa em anos recentes.
Não é exagero dizer que a apresentação do MTV Unplugged in New York, da banda Nirvana, é uma das maiores já realizadas no formato acústico, e com certeza a mais popular da série MTV Unplugged. Mas, como a banda de Kurt Cobain se sentiu em relação a fazer um show desplugado? E como foram os preparativos?
Primeiro, Kurt Cobain não queria transformar o MTV Unplugged em uma compilação de hits do Nirvana. Por isso, "Smells Like Teen Spirit", "Heart Shaped-Box", "Lithium" e "In Bloom", por exemplo, não entraram no repertório e deram lugar a covers de Meat Puppets ("Plateau", "Oh,Me" e "Lake of Fire"), Vaselines ("Jesus Wants Me For A SunBeam") e David Bowie, que ganhou uma versão espetacular para "The Man Who Sold The World."
Depois, Kurt, Krist Novoselic e Dave Grohl - que estavam acostumados a aterrorizar seus respectivos instrumentos com força tocando em volume altíssimo - não estavam nada confiantes em ter que lidar com violões, vassourinhas de bateria e toda a delicadeza que canções acústicas exigem. O psicológico dos músicos estava abalado com isso.
Em entrevista à CBC, Dave Grohl contou que a apresentação era para ser um desastre. "Não tínhamos ensaiado. Não estávamos acostumados a tocar acústico. Fizemos alguns ensaios e eles foram terríveis. Todo mundo achou que foi horrível. Até as pessoas da MTV acharam horrível. Então, nos sentamos, as câmeras ligaram e algo funcionou." disse o baterista.
O produtor do Nirvana, Alex Coletti, reafirmou ao Loudwire a tensão pré-acústico que a banda enfrentou: "Dave Grohl é um baterista que bate pesado, e no caso de um show acústico se o baterista não consegue ter o controle da situação, do ritmo, da sutileza, do kit menor de bateria, a banda toda desanda junto com ele. Eles estavam com medo."
Por último, Kurt Cobain queria que o Unplugged do Nirvana transmitisse uma atmosfera mórbida como se todos estivessem em um funeral, mas sem passar a impressão de que estavam mortos, e sim "mortos-vivos."
Ao chegar no Sony Music Studios, em Nova York, local da gravação, e ver a decoração previamente combinada com a produção da MTV, Cobain não se contentou e pediu mais flores e mais velas pretas do que as que já estavam expostas. O produtor Alex Coletti se aproximou do astro e perguntou: "Você quer que isso pareça um funeral?", e ouviu a resposta: "Sim, exatamente como em um funeral."
O MTV Unplugged do Nirvana foi gravado em novembro de 1993. Cinco meses depois, em 8 de abril de 1994, Kurt Cobain foi encontrado morto em sua casa em Seattle, vítima de suicídio. O álbum MTV Unplugged in New York foi lançado em 1 de novembro de 1994 e se tornou um sucesso imediato, consolidando como um dos melhores álbuns da banda.
Em entrevista, Dave Grohl detalhou como foi a entrada do guitarrista Pat Smear para a banda Nirvana em 1993, tornando-a um quarteto.
Em 1993, o guitarrista Pat Smear entrou para a banda Nirvana, fazendo com que o famoso trio formado pelo guitarrista e vocalista Kurt Cobain se tornasse um quarteto. Mas como aconteceu a introdução do músico no grupo? E por que?
Em entrevista ao programa do radialista Howard Stern, relembrada e legendada pelo canal do Youtube Podcast Cortes, Dave Grohl relembrou de sua época como baterista do Nirvana e deu detalhes sobre a entrada do guitarrista Pat Smear na banda.
"Tínhamos acabado de gravar esse disco [In Uttero (1993)] e o Kurt Cobain nos disse: 'Acho que precisamos de mais um guitarrista para as partes de guitarra'. O mais louco é que estávamos em Los Angeles e Pat Smear tocava na lendária banda punk The Germs,' relatou o frontman do Foo Fighters.
"'Então, Kurt falou: 'Encontrei o nosso segundo guitarrista: Pat Smear, do The Germs,' e a minha primeira reação foi: 'Aquele cara ainda está vivo?' [risos]. Mas, ter Pat conosco no último ano da banda deixou tudo mais divertido," explicou Dave Grohl.
Ao ser questionado pelo apresentador se foi estranho entrar em uma banda já montada e se juntar a eles no meio do jogo, Pat Smear, um sujeito de poucas palavras, respondeu: "Foi estranho no começo, mas depois ficou super legal."
O guitarrista, que também integra o Foo Fighters, prosseguiu: "Na época, Kurt me ligou e perguntou se eu queria entrar para a banda dele. Eu disse: 'Ok.'" O músico completou: "Eu tinha o encontrado uma ou duas vezes, e eu não conhecia ele. Eu conhecia a Courtney Love, então, acho que ela me indicou para a banda."
Ao finalizar o assunto, Dave Grohl teceu elogios ao amigo e companheiro de bandas: "Para ser honesto, quando Pat Smear chegou ele era o melhor músico do Nirvana. Ele já era sobrequalificado."
Guitarrista John Frusciante, da banda Red Hot Chili Peppers, classificou o disco 'Nevermind', do Nirvana, como "punk para crianças do colégio"
O disco Nevermind (1991), clássico da banda Nirvana e considerado um dos álbuns mais importantes de todos os tempos completa 30 anos. Enquanto a maioria dos fãs e músicos idolatram o trabalho, o guitarrista John Frusciante, do Red Hot Chili Peppers, não é dos maiores entusiastas do lançamento.
Em uma entrevista antiga relembrada e legendada recentemente pelo canal do Youtube Podcast Cortes, John Frusciante contou que conheceu o Nirvana antes do grupo lançar o debut Bleach [1989], e amava a energia punk que a banda de Kurt Cobain transmitia. No entanto, para ele, a mesma energia foi perdida em Nevermind.
"Naquela época eu os achava realmente ótimos. Eu os vi ao vivo em 1988, ou 1989, em um pequeno clube de Los Angeles chamado Rogie's e achei a voz [de Kurt Cobain] incrível," relembrou o guitarrista do Red Hot Chili Peppers, que está de volta à banda após anos afastado.
Sobre o Nevermind, ele disse: "Eu não era tão fã do Nevermind quando foi lançado. Muitas pessoas me odeiam por dizer isso, mas sendo do punk desde que eu tinha 9 anos, eu não era muito fã da ideia do punk ser para a grande massa, que é o que aquele álbum era: punk para crianças do colégio."
O músico, considerado um dos guitarristas mais inspirados surgido no final da década de 1980 e na de 1990, prosseguiu: "Tem algumas músicas do Nevermind que eu gosto agora, mas o álbum que me fez realmente amar o Nirvana foi o In Utero (1993). Quando escutei aquele álbum simplesmente me surpreendeu."
Na conversa, John Frusciante disse ser um grande fã do Nirvana, em especial da voz de Kurt Cobain. Ele ainda contou que tem vários bootlegs da banda em sua coleção de discos.
"A voz de Kurt é obviamente é uma voz gritante e incrível, até no Nevermind era, mas eu realmente amo a intensidade e a realidade dela em In Utero. Não parecia ideia de um produtor. Parecia que eles estavam tocando a música que estavam tocando mesmo, e por isso, para mim, é o melhor álbum deles." finalizou.