quarta-feira, 30 de junho de 2021

Alice In Chains: Rock na ponta de uma seringa

 

Se um dos estereótipos mais maldosos do grunge é a sua constante colagem a drogas como a heroína, os Alice In Chains nada fizeram para o contrariar. A carreira da banda é indissociável dos problemas que o malogrado Layne Staley teve com o vício, e que levariam à sua morte em 2002. A banda, tida como a mais “metálica” entre os grandes do grunge, conseguiu no entanto sobreviver – e é das poucas que, ainda hoje, se mantém no ativo. Como que para dizer que é na queda que se vêem os homens.

A 5 de abril de 2002, oito anos exatos após a morte de Kurt Cobain, Layne Staley preparou uma mistura de cocaína e heroína – vulgo speedball – e injetou-a numa das suas já gastas veias, numa nova procura por aquele estado de espírito que todos os viciados em drogas descrevem como “sublime”. Duas semanas depois, o seu corpo seria encontrado pela polícia, após um alerta dado pelos contabilistas do músico, primeiro (que não detetaram qualquer movimento nas suas contas), e pela sua família, depois (que não tinha tido sinais dele ao longo de todo esse período). Estava já em estado de decomposição. Os dentes, cariados, praticamente desaparecidos. Pesava 39kg, um número assombroso, mesmo tendo em conta que Layne nunca foi propriamente um portento físico. A pele tinha um tom cinzento e emanava um cheiro podre.

Se este parece um relato cru – e que não se confunda “cru” com “sensacionalista” – é porque a música que Layne Staley fez com os Alice In Chains foi, também ela, crua. Especialmente em “Dirt”, um dos álbuns mais niilistas da década de 90, onde o abuso de drogas caminha lado a lado com a depressão e a dor, a violência e o abismo. É o álbum de 'Junkhead', cujos versos (What's my drug of choice? Well, what have you got?) não poderiam ser mais diretos. O álbum de 'God Smack' (Stick your arm for some real fun). E até o álbum de 'Would?', tributo ao amigo Andrew Wood, falecido anos antes, também ele vítima de uma sobredose de drogas.


O anúncio da morte de Layne Staley não soou, para quem o conhecia de perto, a surpresa, mas sim a confirmação. Há muito que o músico se debatia contra o vício, tendo entrado e saído de várias clínicas de reabilitação ao longo dos anos. Aquando da sua morte, encontrava-se isolado num apartamento em Seattle, onde poucos o visitavam e de onde raramente saía, tendo apenas a sua gata como companhia. A gata e a seringa. Numa declaração à imprensa, os seus ex-colegas nos Alice In Chains resumiram então a coisa: «Só podemos esperar que ele tenha, por fim, encontrado alguma paz». A mesma que não teve em vida, e cuja ausência foi transcrita em três LPs, três EPs e dúzias de concertos.

É impossível não dedicar várias linhas aos demonios de Layne Staley, mesmo que os demais membros dos Alice In Chains também tivessem os seus. Era o seu o rosto do grupo. Mas, colocando de parte essa sombra particular, quase todos o reconhecem: a sua voz foi uma das maiores, senão mesmo a maior, da cena grunge. Há exemplos disso naquelas típicas e infindáveis listas que os fãs de música e os jornalistas musicais elaboram de quando em vez, como a do website The Top Ten, que o coloca em primeiro lugar no que toca a vocalistas dessa era. Elogiam-lhe a dinâmica, o alcance. «Ele soava como nenhum outro», escreveu David De Sola, autor de uma biografia não autorizada sobre os Alice In Chains, na revista The Atlantic. «A sua capacidade para projetar poder e vulnerabilidade na voz, bem como as harmonias únicas que criava, geraram um estilo que seria copiado durante anos», assim que o grupo se tornou popular.



Antes das drogas e da fama existia apenas Layne Rutherford Staley, filho de pais divorciados e criança com um gosto particular pelo rock n' roll. Com apenas oito anos de idade, viu o seu primeiro concerto ao vivo, Elton John, cujo impacto foi imediato. Seguiu-se um gosto adquirido por artistas como os Twisted Sister, Black Sabbath ou Scorpions, mas também Billy Joel e Fleetwood Mac. Na adolescência, mudou legalmente o seu nome do meio – odiava o “Rutherford” – para Thomas, em homenagem a Tommy Lee, baterista dos Mötley Crüe. A bateria foi, também, o seu primeiro instrumento de eleição, antes de decidir trocá-la por um microfone. «Ouvia as minhas bandas rock favoritas nos headphones e tentava imitá-las», disse.

 
 
É nessa altura que se junta aos Sleze, uma banda de liceu formada por amigos do seu meio-irmão. Consegue o lugar, impressionando os demais membros da banda com o seu poderio vocal, apesar da timidez que o acompanharia ao longo de toda a vida. Uma timidez que não derrubava a sua ambição, conforme relata Matt Vaughan, dono da East Street Records, loja de discos de Seattle, em “Everybody Loves Our Town”: «A minha mãe tinha sido manager dos Queensrÿche, e a minha irmã era amiga do Layne Staley. Lembro-me de ele vir a nossa casa, porque queria falar com a minha mãe, queria ser uma estrela rock. Apontou para ela e disse-lhe: 'vou ser a maior estrela rock da cidade


Os Sleze não passavam, no entanto, de uma banda de versões; havia que dar um passo em frente, rumo à criação de material original. Para tal, Layne (definitivamente expulso de casa pela mãe, devido aos seus nascentes problemas com as drogas) e o grupo mudam-se para o Music Bank, uma enorme sala de ensaios em Seattle, que ajudou dezenas de artistas então à procura do sucesso. É aí, num pequeno quarto, que o músico passa a residir, e a banda passa a ensaiar. A primeira maqueta é gravada em 1986, e nesse mesmo ano os Sleze participam em “Father Rock”, filme de baixo orçamento transmitido num canal de televisão público local.

Assim como Layne havia alterado o seu nome do meio, os Sleze decidem alterar o seu nome original. Doravante, seriam conhecidos como Alice N' Chains, uma ideia que terá partido de Russ Klaut, dos Slaughter Haus 5, após uma conversa sobre sado-masoquismo. É com esta designação que Jerry Cantrell, que também tinha despertado para a música através de Elton John, os vê pela primeira vez e decide, logo ali, formar uma banda com Layne. Mas esse desejo não foi atendido no imediato; os Alice N' Chains ainda durariam mais um ano, com duas maquetas pelo meio.
 

Matéria completa aqui:





Viúva de Kurt Cobain, Courtney Love critica Dave Grohl

Viúva de Kurt Cobain, usou as redes sociais para fazer acusações sobre Dave Grohl, líder do Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana, e Trent Reznor, frontman do Nine Inch Nails. Em texto publicado neste domingo (13) e excluído pouco tempo depois, Courtney afirmou ser tratada como "bode expiatório" pelos músicos.

Na publicação em seu Instagram love denunciou situações péssimas que teria vivido com Dave Grohl e  também Trent Reznor, respectivamente líderes do Foo Fighters e do Nine Inch Nails.


Ela relembrou vídeos que fizeram críticas a ela assinados pelos dois músicos, além de citar as inúmeras situações de abuso pelas quais passou por ter sido culpada por fãs pela morte de seu marido e até comentou que Grohl teria usado isso a seu favor para extorqui-la.

Já a canção de Reznor e companhia é uma crítica às pessoas que buscam a fama a qualquer custo, e o vídeo da faixa — dirigido por Marilyn Manson — usa uma versão caricata e ridicularizada de Courtney em situações humilhantes para ilustrar essa situação.

O ex-namorado de Love contou em uma entrevista que a canção era sobre todo mundo que ele achava que era “cheio de merda” na época, e o clipe também faz referências a Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e Fred Durst (Limp Bizkit), além do próprio Manson e até o Nine Inch Nails.
Denúncias de Courtney Love

Em sua publicação, que contou com trechos dos dois clipes, Love falou sobre como teria sido forçada por Grohl a assinar um documento que lhe dá direitos financeiros que a cantora acredita que deveriam ser dela e de seus descendentes.

Em outro trecho, reconheceu o talento de Trent mas citou que o cantor cometeu abusos contra “crianças e garotas de 12 anos”. 

"Aqui estão alguns recibos de algumas mega agressões com as quais eu tive que lidar, me diminuir por, parar processos que estavam no meu direito por, (‘nós não somos capachos’ meu padrinho [de ajuda contra vícios] sempre cita pra mim) devido ao privilégio masculino em toda a sua toxicidade perversa. Quando a Sharon Stone foi perguntada sobre ter algum #MeToo, ela só riu. A gente só tem um né?

    Eu tive o suficiente dessa [emoji de cocô] desses palhaços se apoiando em me ter como bode expiatório por respirar, pela morte do meu marido, pela minha sexualidade ‘exagerada’, porque eu sou uma viciada, etc., e uma MULHER, por mais de 27 anos.

    3 meses antes de eu ir embora de LA, eu assinei um documento que efetivamente dá ao Dave [Grohl] (e ao Krist [Novoselic]) o dinheiro dos meus descendentes para sempre. Eu estava tão quebrada. Tão cheia de cicatrizes, tão exausta por conta dele, eu só assinei essa merda. Mas é uma mentira. Então eu estou retirando minha assinatura. Porque não faz sentido. O caos e a fúria sobre a morte do Kurt sendo direcionados a mim, desviados pelo Dave, enquanto ele enriqueceu e continua a se enriquecer, se empanturrando com a fortuna do Kurt e a boa vontade do Kurt. 27! Anos!!! Eu tive o suficiente. Chega de ser feita pequena. E ser ‘forçada’ a ‘só deixar de lado’ quando afeta todas as gerações dos meus descendentes. Cara mais legal do Rock? Não.

    Em relação ao Reznor, Pelo menos? ELE é talentoso mas ainda é nojento. Eu nunca vi tanto abuso sistêmico de crianças, garotas de até 12 anos, por parte dele e de sua equipe, nós todos (membros do Hole) testemunhamos isso. Então enquanto esses dois babacas não são meus #MeToo’s porque eu estou guardando o meu único (porque nós só temos 1) eles chegam bem perto.

    #váamerda Trent Reznor, Nine Inch Nails, Foo Fighters eu espero mesmo que o meu exemplo de não me calar perante eles, fazê-los parar, previna qualquer outra mulher (ou homem) desse nível de abuso pessoal e cultural que destrói almas no futuro. Sexualmente, espiritualmente, financeiramente.. #MeToo #Me3 #Me88 etc etc ad nauseam. [emojis de cocô e um emoji de mãos em oração] #abençoada? Sim de estar respirando por tempo suficiente para contar a história. Eu estou enfiando o máximo possível em cada música. Nam myoho renge kyo. ‘Nós não somos capachos’."



Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos


Scott Weiland ganhará filme biográfico

 De título Paper Heart, produção sobre Scott Weiland será baseada na autobiografia Not Dead & Not for Sale, de 2011.

O saudoso ex-vocalista do Stone Temple Pilots, Velvet Revolver e um dos ídolos do grunge, terá sua vida contada em um filme biográfico de título Paper Heart.

Segundo noticiou o Hollywood Reporter, a produção sobre Scott Weiland será baseada no livro Not Dead & Not for Sale, autobiografia que o próprio cantor escreveu com David Ritz em 2011. O roteiro será escrito por Jennifer Erwin, cofundadora da Dark Pictures, empresa que adquiriu os direitos do filme.
 

"É uma honra contar a história de Scott Weiland e poder retratar os lados menos conhecidos dele: o homem amoroso e terno que ele era, um atleta do ensino médio, sua alma melancólica e um lendário vocalista que sempre será", disse Jennifer Erwin ao Hollywood Reporter.

Ela ainda adicionou no próprio comentário: “Scott era glamoroso, complicado e magoado. Sua infância teve um grande efeito em sua luta contra o vício."



Orian Williams, produtor que ajudou a Dark Pictures a adquirir os direitos do filme, revelou que os fãs terão algumas surpresas ao assistir ao longa. "Estamos entusiasmados por ter acesso à sua música inédita para esse filme," adiantou. 

Scott Weiland foi vocalista do Stone Temple Pilots de 1989 a 2013. Também esteve à frente do microfone do Velvet Revolver de 2003 a 2008 e possui quatro discos solos, sendo o último lançado em 2015, de nome Blaster.

Em 3 de dezembro de 2015, foi encontrado morto em seu ônibus de turnê por seu empresário. Scott Weiland faleceu de overdose de cocaína, MDA (drogas sintéticas) e álcool, aos 48 anos. 


 Fonte: rollingstone.uol


Tina Bell: conheça a “madrinha do Grunge” que inspirou o Nirvana e outros

Antes de ser dominado por jovens brancos, o movimento Grunge tinha à sua frente uma mulher negra que, infelizmente, foi esquecida pela história.

Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden, Stone Temple Pilots, Screaming Trees… o que todas essas bandas têm em comum? Além de serem ícones do movimento Grunge, todas são compostas majoritariamente por homens brancos.

Isso não é uma exclusividade dos grupos citados acima. Todo o movimento que dominou os anos 90 foi muito associado a jovens homens brancos, com suas camisas de flanela e suas músicas que misturavam de forma majestosa os sentimentos de raiva, tristeza e conflito que permeavam suas vidas.


Mas quem influenciou tudo isso foi uma mulher negra, a vocalista Tina Bell, do Bam Bam. Formado em 1983, o grupo tinha raízes no Punk e era sem dúvidas um dos nomes mais marcantes da época com sua sonoridade única que serviria como base para tantas outras bandas — afinal de contas, a grande maioria dos artistas Grunge tinham alguma relação com o Bam Bam.

Matt Cameron (Soundgarden, Pearl Jam), por exemplo, foi baterista da banda logo no ano de sua formação, na escalação que era completada pelo marido de Tina, Tommy Martin, nas guitarras e pelo baixista Scotty “Buttocks” Ledgerwood.

 

Rumores dizem que Kurt Cobain (Nirvana), chegou a ser roadie da banda, e muito se fala como um dos grupos mais influentes da região, Melvins, abriu apresentações para o Bam Bam. Vale lembrar que muita gente diz que Kurt também teria sido roadie dos seus ídolos, mas o líder do Melvins, Buzz Osbourne, teria desmentido isso.


De qualquer forma, outros membros de Pearl Jam e Alice in Chains eram figurinhas carimbadas nos shows de Tina e companhia, que arrastavam multidões de músicos influentes para bem perto do palco.

Além disso, a banda Bam Bam é considerada como a primeira a gravar no lendário estúdio Reciprocal Recording, onde o Nirvana viria a trabalhar em demos para os discos Bleach e Incesticide.

Lá, Tina Bell e sua trupe gravaram o EP Villains (Also Wear White), de 1984, lançado meses antes do primeiro EP do Green River, grupo que é normalmente chamado de “inventor” do Grunge.

 

Tina Bell, racismo, machismo e as origens do Grunge

         


Acontece que Tina Bell não era nada do que a mídia queria vender na época como a imagem do Grunge. Em entrevista com o Zora, Scotty Ledgerwood conta como a vocalista “já tinha tudo que eles queriam”, inclusive “um espírito Rock and Roll mais verdadeiro do que praticamente todos os caras da cidade”. Ele resume: 

 

    " Tudo que eles tentavam fazer, ela era naturalmente. "

Mas, nos shows, mesmo em meio às apresentações históricas que movimentavam a cidade, Bell era constantemente vítima de ataques racistas. Ledgerwood se recorda de “alguns skinheads” se referindo a ela com termos ofensivos, o que inicialmente servia como combustível para a cantora:

    Por algum motivo alguns skinheads estão ali na frente, chamando ela [da ‘palavra com N’]. E de repente, a Bell pega um estande de microfone e começa a balança-lo pela sua cabeça como se fosse um laço. […] Ela balançou aquela porra em volta da cabeça e quando chega na quarta vez, ela bateu naquele filho da puta. […] Ela acertou aquele merda bem na têmpora da cabeça. Partiu como se fosse um melão. E o outro cara do lado dele também recebeu isso, eles caem, e nós ficamos tipo, ‘Que porra foi essa?’.

A apresentação continuou e acabou sendo o “show mais impactante da carreira” dos músicos, em uma incrível demonstração de resiliência. Mas, infelizmente, até mesmo as pessoas mais resilientes têm seus limites.
 

O fim do Bam Bam


 

 
No final dos anos 80, o Bam Bam chegou a fazer uma turnê internacional e ganhar uma certa notoriedade, mas o fim de seu relacionamento com Martin e a situação exaustiva de forma geral fizeram com que Tina “sumisse” em 1990 e abandonasse o grupo. O baixista explica o que aconteceu:

  " Ela simplesmente tinha tido o suficiente. Por quase oito anos ela tinha quase que literalmente se eviscerado pelo público. […] Às vezes você precisa ser meio babaca para se proteger. E a Bell não era lá uma grande babaca. Ela era uma pessoa de coração puro e que tinha muita dificuldade em acreditar que as pessoas não conseguiam aceitá-la por algo tão estúpido como a sua raça. "
 
 
Tina Bell: apagada da história do Grunge
 
 
Dizer que Tina Bell foi esquecida é uma injustiça. A cantora foi apagada, deletada da história a não ser por uma camiseta que Matt Cameron usou na capa do disco Anthology: the Complete Scores, lançado pelo Pearl Jam em 2017.

Apesar disso, Cameron foi, de certa forma, parte do problema. O baterista passou a ser praticamente o único motivo pelo qual o Bam Bam era lembrado, como aconteceu no documentário Everybody Loves Our Town. Por lá, o autor diz inclusive que a banda era instrumental e destaca a presença de Matt na bateria, simplesmente deletando Bell da história.
 
 " Como diabos ele poderia ter uma lembrança de quão ótimos eram o Bam Bam e seu baterista, e não [lembrar] dessa mulher inacreditavelmente bela, que incendiava, essa deusa explosiva do Rock and Roll? "

    Mesmo que ele achasse que ela não era boa, não se lembrar da única mulher negra em toda a porra da cena é… bom, é como aquela velha piada sobre os anos 60: se você acha que esteve em Seattle nos anos 80, na cena Grunge, e você não se lembra da Tina Bell e do Bam Bam, então provavelmente não estava naquela porra de lugar.

Justamente por isso, o baixista acredita que Tina morreu por conta de um “coração partido”. Seu falecimento, aliás, foi em 2012 — anos antes de Cameron finalmente fazer algum tipo de homenagem ao seu legado — e teve como causa oficial uma cirrose hepática depois de anos lidando com o alcoolismo e a depressão.

Aos 55 anos de idade, Tina faleceu cerca de duas semanas antes de ter seu corpo descoberto, em mais uma prova de como ela realmente estava totalmente isolada e esquecida. E, infelizmente, parece que ela mesma escolheu permanecer assim depois de uma vida de decepções.
 

 De acordo com seu filho, ela jogou fora sem a ciência da família, todos os seus pertences, incluindo letras, poemas, diários, músicas, vídeos e quaisquer outras lembranças do Bam Bam. Quando faleceu, Tina Bell tinha em sua posse apenas um aparelho de DVD, um pôster e uma cadeira.

Além, é claro, da dor de ter sido pioneira em um dos movimentos mais importantes do Rock and Roll e não ter sido reconhecida nem mesmo por aqueles mais próximos.
 
 
 
 
Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos


 





 



Jeff Ament: “I Should Be Outside”

 

 O baixista dos Pearl Jam, Jeff Ament, anunciou um novo disco a solo intitulado “I Should Be Outside”, o seu quarto álbum neste registo e o primeiro desde o “Heaven/Hell” de 2018.

Jeff Ament leva o conceito de álbum a solo bem à letra e, normalmente, assume toda a instrumentação, exceptuando a bateria e ocasionais participações de amigos. Esteticamente é um pouco mais influenciado pelo new wave dos anos 80 e pelo punk rock dos anos 70 do que o rock mais clássico dos Pearl Jam. O novo álbum inspira-se nos seus namoricos com as artes visuais, bem como nas suas experiências com o coronavírus ao longo do ano passado.


«Dias de isolamento e de observação das notícias da destruição cortesia do vírus (e da inépcia da nossa liderança ou, como aqui foi nomeado, o Esquadrão da Morte Americano), constituídos por sonhos vívidos e desamparo», explica Ament numa newsletter 10 Club dos Pearl Jam. «Estas foram algumas das primeiras canções que atravessaram o portal. Cruas e sucintas». “I Should Be Outside”, título bastante elucidativo, considerando a newsletter, está agendado para lançamento a 10 de Agosto. 

 

Fonte: artesonora


 

 

Ex-baterista do Pearl Jam revive tempos de ouro

Ex-baterista do Pearl Jam revive tempos de ouro e toca hit com fãs. Dave Abbruzzese, ex-baterista do Pearl Jam, voltou a tocar um clássico da banda após um convite de fãs.

O músico se reuniu com uma comunidade da França para tocar “Rearviewmirror”, faixa de 1993. No vídeo de sete minutos, gravado remotamente, os fãs se revezam nos vocais, baixo e guitarra, enquanto Abbruzzese manda ver na bateria.

O resultado é bem legal e, na descrição, a comunidade diz que pretende levar o trabalho até o grupo liderado por Eddie Vedder. Assista ao vídeo ao fim da matéria ou clicando aqui.
Dave Abbruzzese e o Pearl Jam

Abbruzzese foi o terceiro baterista da banda e tocou nos discos Vs. e Vitalogy. Até hoje, ele é considerado como sendo da formação clássica do grupo.

O músico saiu em 1994 por conflitos com Vedder e, à época, expressou suas frustrações contra os ex-colegas de banda. Ele chegou a dizer (via Rolling Stone):

    Existem diferentes filosofias e personalidades que compõem o Pearl Jam. Por razões que não entendo completamente, os outros membros decidiram que era necessário me despedir para seguir uma filosofia que consideram incompatível com a minha. Não estive envolvido na decisão deles, nem concordo com a decisão deles, mas aceito e tenho orgulho de ter feito parte do que o Pearl Jam foi.

Na indução da banda ao Hall da Fama do Rock and Roll, em 2017, apenas os bateristas Dave Krusen e Matt Cameron receberam a honra. “Eles não podem simplesmente ignorar minhas contribuições”, disse Abbruzzese naquele ano.

 
Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos




Clássico do Nirvana ultrapassa 1 bilhão

"Smells Like Teen Spirit", faixa de Nevermind (1991) considerada o grande clássico do Nirvana, ultrapassou o número de 1 bilhão de streams no Spotify, sendo a primeira música do grupo deKurt Cobain a alcançar tal posição.

Com esse número, "Smells Like Teen Spirit" se junta ao Spotify’s Billions Club, marca composta por mais de 150 canções de sucesso que incluem "Bohemian Rhapsody", "Another One Bites The Dust" e "Don't Stop Me Now", do Queen.

Abaixo de "Smells Like Teen Spirit" estão "Sweet Child O’ Mine", do Guns N’ Roses, com cerca de 975 milhões de streams, e "Back In Black", do AC/DC, que possui mais de 800 milhões de reproduções.



Em 2019, o vídeo de "Smells Like Teen Spirit" ultrapassou a marca de 1 bilhão de visualizações no Youtube.

Foo Fighters Divulga Nova Versão Da Música Making A Fire

 O Foo Fighters divulgou nesta sexta-feira (25) uma nova versão da música Making A Fire, produzida pelo produtor, DJ, e compositor inglês Mark Ronson. Ouça mais abaixo.

Intitulada Making A Fire (Mark Ronson Re-Version), a versão do produtor contou com backing vocals de Violet, filha de Dave Grohl, além da participação de membros do Antibalas, Budos Band, Dap-Kings, El Michels Affair, La Buya, Menahan Street Band, Tedeschi Trucks Band e Tuatara, e os vocais do líder do Foo Fighters.

A faixa original está presente no mais recente álbum do grupo, Medicine At Midnight, lançado em fevereiro deste ano. O álbum foi um sucesso entre os fãs e chegou a alcançar o 1º lugar da Billboard nos Estados Unidos.

 

 

Fonte: rockbizz

Soundgarden: Justiça Decide Que Banda Não Deve

 De acordo com a Billboard, a juíza federal do estado de Washington, Michelle Peterson, concluiu que o Soundgarden não está retendo royalties da viúva de Chris Cornell, Vicky Cornell. A juíza está recomendando que duas das reivindicações de Cornell contra a banda sejam rejeitadas por falta de evidências.


Em dezembro de 2019, Vicky processou os membros remanescentes do Soundgarden – Kim Thayil, Ben Shepherd e Matt Cameron – alegando que eles estavam “retendo centenas de milhares de dólares em royalties” e que o empresário da banda Rit Venerus não estava agindo em nome dos seus interesses. Cornell assumiu o controle das propriedades de seu marido quando ele morreu em 2017.

Ainda de acordo com a Billboard, Peterson descobriu que Venerus “não é conselheiro [de Cornell]” e não há evidências suficientes para afirmar que a banda reteve dinheiro de Cornell ou que eles usaram os fundos para pagar quaisquer taxas legais envolvidas no caso.

Em fevereiro de 2020, o Soundgarden respondeu ao processo de Cornell, afirmando que as canções inéditas que ela estava tentando se apropriar pertenciam a toda a banda, e não apenas ao falecido cantor.

O grupo afirmou também que há uma sociedade pelos royalties do Soundgarden e que Chris não fazia mais parte dessa sociedade quando morreu, então eles só são obrigados a dar à sua viúva uma oferta de compra de uma porcentagem dos direitos.

O caso agora será enviado para análise de Robert S. Lasnik, que dará a palavra final.

No entanto, isso é apenas uma parte da história. Vicky Cornell processou o Soundgarden mais uma vez em fevereiro deste ano, acusando os integrantes de terem oferecido um preço “insatisfatório” para que ela comprasse os direitos. A banda fez uma contra-declaração a respeito do assunto e deixou claro que continuará trabalhando no álbum póstumo com materiais inéditos do falecido vocalista.

Fonte: rockbizz

Foo Fighters faz show histórico para vacinados em Nova York

Foo Fighters, que tocou para mais de 15 mil pessoas vacinadas no Madison Square Garden.

Com o avanço da imunização em NY, com mais de 70% da população contemplada, cenas como as do show da banda de Dave Grohl vão se tornando cada vez mais comuns. Para participar da celebração, o público precisou apresentar um comprovante que garante que o imunizante foi aplicado. Já os menores de 16 anos, precisaram apresentar teste de COVID negativo, além de estarem na presença de um adulto vacinado.

A decisão despertou a ira da parcela anti-vacina da população de Nova Iorque. Alguns grupos chegaram a protestar do lado de fora da arena contra a obrigação de se vacinar para entrar no evento

Ao todo, os vacinados a banda tocar 24 músicas,em um setlist bem variado, que contou com grandes hits, mas não deixou de lado as músicas do novo disco, Medicine at midnight.

 

Fonte: correiobraziliense


Soundgarden: roadie revela bastidores de último show da banda.

 

“Algo estranho no ar”:

O dia 18 de Maio de 2017 foi muito triste para os fãs da boa música, já que ficamos todos chocados com a notícia de que Chris Cornell havia nos deixado.

Aos 52 anos de idade, o vocalista do Soundgarden foi encontrado morto em um hotel de Detroit após a banda ter feito um show na cidade, e horas depois o mundo todo soube que Chris tirou a própria vida.

As circunstâncias daquela fatídica noite já foram discutidas algumas vezes por pessoas próximas e quem falou agora a respeito foi Vincent Dennis, técnico de guitarra de Cornell.

Em uma entrevista para o site Ultimate-Guitar, o roadie foi questionado sobre qual seria a última coisa que a lenda do grunge teria falado para ele e se ele se lembrava de quando recebeu a notícia da morte.

 

" O último show foi meio estranho. Dava pra dizer que havia algo de errado no ar. É preciso ressaltar que todo show do Soundgarden é muito intenso. Eu acho que ele chegou a gritar comigo e com outro técnico naquele show porque ele não conseguia se ouvir, mas ele não havia ligado seus fones in-ear, então não era nossa culpa.

    Depois ele estourou uma corda de uma guitarra que tinha uma afinação maluca, E-E-B-B-B-E (Mi-Mi-Si-Si-Si-Mi), então ele queria aquilo consertado na hora e não queria pular para a próxima música então eu tive que arrumar aquela guitarra rapidinho e sem outra de backup.

    Eu estava no meu ‘bunk’ dentro do ônibus, viajando para a cidade seguinte da turnê, quando fui acordado por Ted Keedick. Ele disse, ‘Vince, desligue o seu celular e não fale com ninguém, porque Chris acabou de se matar.’ Que dia triste para a comunidade da música. "

 

 

Fonte: tenhomaisdiscosqueamigos


Por que Nirvana não acreditava no sucesso de Nevermind?

 

'Parecia totalmente implausível que algum dia chegaríamos perto desse tipo de sucesso,' afirmou Dave Grohl.

Nevermind, do Nirvana, foi lançado em setembro de 1991 e não mudou somente a vida de Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic, mas alterou o rumo da história da música ditando caminho para a década de 1990 e das posteriores. No entanto, a banda tinha baixas expectativas quanto ao potencial do álbum.

"Parecia totalmente implausível que algum dia chegaríamos perto desse tipo de sucesso," afirmou Dave Grohl em recente entrevista à Uncut. O líder do Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana ainda relembrou que os amigos que ouviram o disco antes do lançamento diziam: "Vocês vão ser grandes para c*ralho.


Para Dave Grohl, as opiniões dos amigos sobre Neverminderam elevadas e exageradas demais. O músico pensava: "Bem, é legal da sua parte dizer isso, mas não há nenhuma chance de isso acontecer. Wilson Phillips, Mariah Carey e a p*rra do Bon Jovi eram populares na época. Não eram bandas como a gente."

Nevermind chegou às lojas em 24 de setembro de 1991, embalado pelo single "Smells Like Teen Spirit", e de cara conquistou a geração vestida de blusas de flanelas, tênis All Star e jeans rasgados antes de alcançar o mainstream e ocupar a 1ª posição da Billboard 200, desbancando Dangerous, de Michael Jackson.

"Mas, você sabe, tudo soava ótimo: o som da bateria, a produção de Butch Vig. A banda era unida e as músicas de Kurt eram ótimas para c*ralho. Fazíamos uma ou duas tomadas, talvez um overdub aqui e ali, Kurt entrava e fazia o vocal e era cristalino e tão poderoso, melódico e lindo que dá orgulho. Estávamos definitivamente orgulhosos do disco," concluiu Dave Grohl.

As informações são da NME.

“Smells Like Teen Spirit” em trilha sonora Viúva Negra

 
 
A estreia do tão aguardado filme solo da Viúva Negra está cada vez mais próxima. O longa da Marvel Studios tem data de lançamento marcada para 9 de julho via Disney+, marcando a última aparição de Scarlett Johansson (Lucy, Os Vingadores) no papel.

Alguns veículos midiáticos tiveram a oportunidade de assistir o filme com antecedência e confirmaram que a superprodução guarda uma surpresa para os fãs de Nirvana. A música da sequência inicial é nada menos que um cover de “Smells Like Teen Spirit”, feito pela cantora Malia J.

Na voz de Malia, o clássico do grunge que se tornou o hino de uma geração deixou de lado as guitarras e a rebeldia para assumir um tom mais triste e sombrio, ganhando uma nova interpretação e novos significados no contexto do longa. 

 Essa não é a primeira música do Nirvana a ser escolhida como trilha sonora de filmes de super-herói. Em agosto, a DC Comics revelou o primeiro trailer oficial de The Batman, trazendo Robert Pattinson (Saga Crepúsculo, Tenet) no papel principal. A música escolhida foi uma versão ainda mais obscura de “Something In The Way”.

 

 
FONTE: wikimetal





terça-feira, 15 de junho de 2021

Nirvana: About A Girl


Nos 32 anos do albúm Bleach "About a Girl" sem dúvida é uma das clássicas canções do Nirvana. é a 3° faixa "Sobre uma garota" na qual Kurt escreveu ipara sua namorada na época, Tracy Marander. Eles moraram juntos por um tempo, e ela tirou a foto que está na capa do álbum "Bleach". 

Marander não sabia que a música era sobre ela até que leu sobre ela anos depois, no livro Come as You Are: The Story of Nirvana.




Chad Channing disse: "Lembro que estávamos ensaiando a música não muito antes de entrarmos e gravá-la, Bleach. Kurt estava apenas tocando a música e estávamos trabalhando nela. Perguntei a Kurt qual era a música, e Kurt era como , 'Bem, eu realmente não sei.' E então eu disse: 'Bem, do que se trata?' E ele disse: 'É sobre uma garota'. E eu disse: 'Bem, por que você simplesmente não chama isso de' Sobre uma garota '?' E ele meio que olhou para mim, sorriu e disse: 'Tudo bem'. Nós fomos com isso. "
Channing acrescenta que esta é uma das músicas que realmente o impressionou na composição de Cobain. “É meio pesado, mas tem uma sensibilidade pop total”, disse ele. "Sempre achei que ele era um ótimo compositor."
Kurt Cobain escreveu isso depois de passar a noite anterior ouvindo o primeiro álbum dos Beatles nos Estados Unidos, Meet The Beatles, repetidamente.

Esta é a primeira faixa do álbum acústico do Nirvana, MTV Unplugged In New York.

NIRVANA: 32 anos do álbum de estréia "Bleach" gravado por 600 dólares

 

 
 
No dia 15 de Junho de 1989 era lançado pelo selo Sub Pop "Beach" do Nirvana