terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Em curta dirigido por Dave Grohl, frontman abre o jogo sobre Seattle e Kurt Cobain


O canal de turismo VisitSeattle.tv no YouTube lançou recentemente uma série chamada Dear Seattle (ou “querida Seattle” em português), onde reuniu cinco diretores que tem uma relação próxima com a cidade para a criação de cinco pequenos curtas que seriam suas cartas de amor à Seattle e às histórias que viveram na cidade.

Um dos ilustres participantes é ninguém menos que Dave Grohl, que lançou o seu episódio intitulado How I Ended Up in Seattle (ou, “Como eu acabei em Seattle”). Assista ao fim da matéria.

Grohl fala que sua primeira experiência na cidade foi durante uma turnê com o Scream quando ele ainda era adolescente, e que inclusive recomendou que a mãe se mudasse pra lá após a sua aposentadoria pelas excelentes condições que a cidade oferecia.

O eterno baterista do Nirvana ainda diz que conseguiu uma chance de voar até a cidade para tentar entrar para a banda graças a uma recomendação do The Melvins, e que ficou encantado com a atmosfera de cidade pequena que uma metrópole como Seattle podia proporcionar. Graças a explosão das bandas grunge da época e a proliferação dos seus fãs, todos ficavam concentrados em bares, porões e clubes de rock devido ao clima constantemente fechado da cidade, que fazia com que todos se encontrassem nesses locais.

" Eu me sinto feliz por ter experienciado esse punhado de anos nos quais Seattle simplesmente explodiu. As experiências que eu tive naquela idade, uma em que você se sente facilmente impressionável, moldaram tanto a pessoa que eu sou hoje. Eu vivia com o meu amigo Barrett em um quarto nos fundos de uma casa, sabendo que eu poderia ter comprado qualquer outra casa naquela rua, mas eu não queria mudar.

Eu estava em uma banda com o maior compositor da nossa geração, e tudo que eu tinha que fazer era tocar a minha bateria como se fosse o último dia da minha vida. Então fazia isso, todas as vezes. Eu tive essa experiência incrível e amadurecedora enquanto estava lá, e então logo em seguida tive a experiência mais devastadora da minha vida ao mesmo tempo. "

Dave também se abre sobre a importância que certos locais e experiências tiveram em sua vida, por piores que fossem no momento.

" Depois que o Kurt morreu, eu não consegui ouvir música por meses. Nada de rádio, TV, nada. Eu não conseguia suportar o som de música, eu estava com medo da música, e aí eu percebi que ela seria a única coisa que me ajudaria a sair daquele estado mental. Seattle perdeu muitos bons talentos, mas de alguma forma essas perdas somente fortaleceram os nossos laços. Quando eu volto para Seattle eu sempre alugo um carro e dirijo pelos locais que eu frequentava. Eu percebo que estou dirigindo devagar quando eu passo pelos lugares onde o meu coração foi despedaçado, porque eu quero que essas experiências permaneçam comigo.

Todas aquelas lições que foram aprendidas naquela época, e todas as coisas que eu ganhei, e todas que eu perdi, eu ainda as sinto. Ainda estão nas minhas veias. Elas viraram parte do meu DNA e me guiam como uma bússola por onde eu vou. Eu não estaria aqui se não fosse por Seattle. Era o lugar perfeito para uma pessoa como eu. Eu gostaria que Seattle me aceitasse de volta. "

Não é a primeira vez que Grohl faz esses relatos, como já ocorreu no documentário sobre a trajetória do Foo Fighters, Back and Forth, mas é sempre interessante absorver um pouco mais sobre as experiências nesse período do início dos anos 90 em uma cidade que ficou tão marcada pela história de bandas como o Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e Mudhoney, entre tantas outras.

Em tempo, a chance é grande de você encontrar o Foo Fighters na sua cidade esse ano. Dave Grohl e seu quinteto aterrissam no Brasil com o Queens Of The Stone Age para uma série de shows no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre entre o fim de fevereiro e o começo de março.






Marcelo Ferraz

Amigo de Kurt Cobain disponibiliza demos raras do Nirvana


24 anos após o fim do Nirvana, muitos podem imaginar que a quantidade de material inédito e raro do grupo está perto de chegar ao fim, mas não é o caso.

John Purkey, amigo de Kurt Cobain, tem utilizado um canal no YouTube para disponibilizar vídeos onde fala sobre eventos ligados à banda e como ele presenciou várias passagens interessantes dela.

Recentemente ele subiu quatro vídeos por lá onde mostra diferentes fitas K7 que teriam sido entregues a ele pelo próprio Kurt, e elas têm materiais dos mais interessantes para fãs do influente grupo de grunge.

Nas gravações aparecem versões iniciais de músicas que estariam no disco Bleach, material gravado com Dale Crover (Melvins) na bateria e também canções que entraram em Nevermind e não tinham Dave Grohl nas baquetas, mas sim Chad Channing.

Cada vídeo tem comentários de John Purkey, e você pode ouvir a cada uma das quatro fitas logo abaixo. Boa parte delas já foi disponibilizada de uma forma ou de outra, mas fitas originais, ainda mais entregues por Kurt, não haviam sido mostradas ao público de uma forma tão clara anteriormente.

Ouça:


Primeira Fita

“Essa foi a primeira fita que Kurt me deu. A qualidade do som não é perfeita mas não é ruim. Dá pra ouvir. ‘Paper Cuts’ soa meio estranha no início e era exatamente assim quando Kurt me mostrou. Eu me acostumei. Aos poucos a audição fica limpa.”

0:38 – “Paper Cuts”
05:03 – “Downer”
06:53 – “Beeswax”
09:52 – “Aero Zeppelin”
14:36 – “Floyd the Barber”
17:03 – “If You Must”
21:12 – “Spank Thru”
24:57 – “Mexican Seafood”
27:06 – “Pen Cap Chew”
30:06 – “Montage of Heck”



Segunda Fita

00:47 – “Blandest”
04:37 – “Mr. Moustache”
08:23 – “Sifting Instrumental”
13:51 – “Blew”
16:52 – “Spank Thru”
20:08 – “Love Buzz” (Early Single Version?)
23:55 – “Big Cheese”



Terceira Fita

“Essa foi a fita que ele me deu após eles gravarem as músicas que estariam em Bleach.”

00:00 – Intro
01:39 – “Scoff”
06:02 – “Swap Meet”
09:17 – “Blew”
12:23 – “Love Buzz”
16:11 – “About a Girl”
19:27 – “Negative Creep”
22:02 – “School”
24:50 – “Big Long Now”




Quarta Fita

“Gravada com Chad e produzida por Butch Vig. Eu acho que ela é conhecida como a demo do Smart Studio. Kurt começou a dobrar em alta velocidade no início de ‘Pay To Play’. Dá pra ouvir um barulho quando ele apertou o botão de alta velocidade.”

00:00 – Intro
00:44 – “Immodium”
04:04 – “Pay to Play”
07:39 – “Sappy”
11:17 – “Polly”
14:19 – “In Bloom”
19:00 – “Lithium” (Mix 6)
23:31 – “Dive”





Tony Aiex

Pearl Jam: “as minhas fitas cassete inspiraram o álbum ‘Superunknown’ do Soundgarden



O baixista do PEARL JAM, Jeff Ament, havia sido entrevistado pelo programa The Powell Movement e falou sobre o filme “Singles – Vida de Solteiro” (1992) e como ele forneceu as suas fitas cassete que ajudaram a inspirar Chris Cornell a compor a clássica música do SOUNDGARDEN, "Spoonman" (lançada no 4º álbum de estúdio em 1994, “Superunknown”),  assim como algumas de suas melhores canções.

"O apartamento do ator Matt Dillon no filme era basicamente o meu apartamento, sabe? Nós literalmente tiramos tudo do meu apartamento e colocamos no apartamento fictício de Dillon. Nós basicamente colocamos cartazes em todas as paredes e o decoramos, era uma espécie de apartamento que eu gostaria de ter para mim, sabe?”

“Estávamos colocando um bonito tapete persa no chão – coisa que eu não tinha condições em ter um na época - e um bom aparelho de som. Foi muito divertido, porque para qualquer tipo de cartaz ou fitas cassete que a equipe do filme me pedia, eles vinham até mim e falavam: ‘Hey, cara... Precisamos que você faça tal coisa por nós’. Então, eu ia às lojas de discos e artes em Seattle e pela 1ª vez na minha vida tinha uma conta de despesas para gastar”.

“Eu podia entrar nas lojas e comprar uns U$ 2.000 mil dólares de coisas para o filme, sendo que depois das filmagens iria ficar tudo comigo! Eu estava muito feliz com aquilo, porque a equipe do filme ainda estava pagando o meu aluguel para ter os meus posteres e alguns skates que acabaram usando no filme. Eles me pagaram por todas essas coisas, sabe? Apenas para trabalhar em uma atmosfera onde não havia fronteiras...”

“Me lembro que precisávamos de muitas fitas cassete para serem usadas no filme, então eu fazia várias compilações e depois das filmagens, Chris Cornell se deparou com aquelas fitas e as pediu emprestadas, onde mais tarde ele havia me dito que aquelas fitas o inspiraram a compor várias músicas do próximo álbum de estúdio que o SOUNDGARDEN iria lançar em 1994, ‘Superunknown’, assim como a canção lançada nesse mesmo disco, ‘Spoonman’”.

Confira o vídeo clipe da música “Spoonman”:


                                                                  rockinthehead.com

Em 2013, Dolores O’Riordan falou sobre Kurt Cobain e suicídio em entrevista


Na entrevista, a cantora comentava sobre a saúde mental de um artista em meio ao ritmo frenético de trabalho a inesperada morte de Dolores O’Riordan, vocalista do The Cranberries, pegou muita gente de surpresa.

Ao mesmo tempo em que ainda não se sabe o que possa ter causado o falecimento da artista, amigos próximos de O’Riordan teriam dito ao TMZ que ela estava sofrendo de depressão profunda ao longo dos últimos meses.

Embora a informação ainda seja especulação, Dolores já havia comentado sobre a doença em ocasiões passadas. Como aponta o Alternative Nation, a cantora foi entrevistada pelo Irish Independent em 2013, onde falou sobre depressão e suicídio, dando o exemplo de Kurt Cobain.

Em um trecho da entrevista, Dolores relacionou o fato de como a vida frenética de um artista possa ser perigosa para seu bem-estar mental.

" Eu estou bem feliz agora, eu conquistei muitas coisas na minha vida. É uma carreira meio desonesta. É só olhar para todos os jovens como Kurt Cobain. Se você supera isso e vive para contar a história, tem filhos e uma família feliz, então isso é uma conquista. É fácil se perder [na vida] nesse tipo de carreira. Você precisa sempre estar tomando cuidado e prestando atenção nos seus limites. "

Em seguida, o entrevistador perguntou quais seriam os “limites” da cantora, que respondeu:

" Eu não posso ter remédios para dormir por perto, porque se eu tomo alguns drinks eu acabo tomando eles. Na turnê, era fácil dizer: ‘Eu não consigo dormir, eu tomei só uns dois drinks, então talvez eu possa tomar um [remédio pra dormir]’. Mas aí você toma outro, e então você não acorda mais. Isso pode acontecer. Eu tomo cuidado hoje em dia. Estou dando pausa nas turnês, é bem exaustivo. Em uma manhã, você está na Itália gravando um programa de TV, na outra você está em Los Angeles, na seguinte você está em Nova York e na próxima você volta para a Europa. É um processo louco, e eu sou apenas humana. "

Dolores faleceu na última quarta-feira aos 46 anos de idade. Enquanto a causa da morte deverá somente ser revelada em Abril, rumores apontam que o falecimento pode ter sido causado pelo uso de remédios.


Por Matheus Anderle

Causa da morte e Dolores O' Riordan é revelada pela polícia de Londres


Suspeitas recaem sobre suicídio por overdose deliberada, Dolores O’Riordan morreu por overdose de Fentanil no dia 15 de Janeiro de acordo com fonte da Polícia de Londres, segundo publicado no Santa Monica Observer.

As autoridades encontraram a droga perto da cama da vocalista de 46 anos. O Fentanil do Acetil é um analgésico do opiáceo de 5 a 15 vezes mais forte do que a heroína.

A fonte acrescentou que a causa da morte só poderá ser confirmada após o relatório toxicológico, mas as suspeitas recaem sobre suicídio através de uma overdose deliberada.

Amigos próximos de Dolores disseram que ela estava “terrivelmente deprimida” nas últimas semanas além de sofrer com muitas dores nas costas.

Veja a última apresentação do Cranberries com Dolores O’ Riordan

The Cranberries foi formada em 1989 na Irlanda quando Dolores tinha apenas 18 anos. Quatro anos depois, a banda lançou seu disco de estreia, Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?, que fez a banda atingir um grande sucesso.

O último álbum do Cranberries foi lançado em 2017, Something Else. Quanto ao trabalho solo da cantora, ela lançou Are You Listening? (2007) e No Baggage (2009).

wikimetal.com.br

A trágica história por trás de 'Zombie', sucesso do Cranberries composto por Dolores O'Riordan


A música, do segundo álbum do grupo, No Need to Argue (1994), é um hino de guerra e chegou a ganhar o prêmio de melhor composição do EMA, o MTV Europe Music Award.
"Essa foi a canção mais agressiva que escrevemos", disse Dolores O'Riordan em entrevista ao portal Team Rock, em novembro do ano passado. "Zombie foi algo diferente de tudo que havíamos feito antes."


A música foi inspirada na morte de duas crianças, Tim Parry, de 12 anos, e Johnathan Ball, de 3.
Os dois morreram em 20 de março de 1993 após a explosão de duas bombas colocadas pelo grupo armado IRA (Exército Republicano Irlandês) em lixeiras em uma área comercial da cidade Warrington, na Inglaterra. O ataque terrorista deixou mais de 50 pessoas feridas.


Zombie faz referência à violência que assolou a Irlanda do Norte durante décadas, particularmente as de 70 e 80, pelos combates entre as tropas britânicas e os nacionalistas irlandeses.

O IRA foi a principal organização armada católico-republicana da Irlanda do Norte, que durante décadas utilizou a violência para tentar que esse território deixasse de formar o Reino Unido e se incorporasse à República da Irlanda.
Na música, Dolores O'Riordan canta (aqui em livre adaptação para o português): "Em sua mente, em sua mente, eles estão lutando. Com seus tanques e suas bombas. E suas bombas e suas armas, em sua mente. Em sua mente eles estão chorando".
Outro trecho, que parece uma clara referência ao atentado de 1993, diz: "O coração partido de outra mãe é tomado. Quando a violência causa silêncio, devemos estar enganados".
Parte do sucesso da música se deveu também a seu clipe, que alternava imagens da guerra com cenas de O'Riordan e um grupo de crianças pintados de dourado ao redor de um crucifixo.
O clipe, que tem quase 700 milhões de visualizações no canal do The Cranberries no YouTube, foi dirigido por Samuel Bayer, que também fez o vídeo Smells Like Teen Spirit, um dos principais sucessos do Nirvana.

                                      Jonathan Ball, de 3 anos, e Tim Parry, de 12, morreram após o atentado do IRA

Pai de vítima não conhecia homenagem
Colin Parry, pai de Tim Parry, tomou conhecimento de que a música era uma homenagem a seu filho somente após a morte de O'Riordan, nesta segunda.
"Somente ontem eu descobri que o grupo dela, ou ela mesma, compuseram a música em memória do que aconteceu em Warrington", disse ele à BBC.
"Minha mulher chegou do escritório da polícia onde estava trabalhando e me contou. Coloquei a música para tocar em meu laptop, assisti à banda cantando, vi Dolores e escutei a letra", contou. "A letra é, ao mesmo tempo, sublime e muito real."
Segundo ele, o atentado em Warrington, assim como muitos outros que ocorreram em toda a Irlanda e no Reino Unido, "afetou famílias de uma maneira real".
"Ler a letra escrita por uma banda irlandesa de maneira tão convincente foi algo muito, muito intenso", afirmou Parry.
"A morte repentina de uma mulher tão jovem é chocante", comentou ele sobre O'Riordan.
Segundo uma nota divulgada por seus representantes, a cantora estava em Londres para uma curta sessão de gravação.
A polícia britânica informou que foi chamada até um hotel na região central de Londres, onde ela foi declarada morta.
Ainda não há informações sobre a causa da morte.


" Com seus tanques e suas bombas / E suas bombas e suas armas / Em sua mente, em sua mente, eles estão chorando




www.bbc.com

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

The Cranberries: Morre Dolores O'Riordan


Sucesso na década de 90, a vocalista do The Cranberries, Dolores O’Riordan morre aos  46 anos de idade,deixando três filhos. Dolores estava em Londres para uma sessão de estúdio, Segundo o Daily Mail, Dolores foi encontrada em um hotel da cidade por volta das 9 da manhã, horário local. segunda-feira no dia 15 de Janeiro,  o jornal Irish Times. Em nota à publicação, a assessoria de imprensa da cantora afirmou que sua família está “devastada com a notícia” e pediu privacidade “neste momento difícil”. A assessoria não deu detalhes sobre a causa da morte...
O blog Grunge Rock 90s não poderia deixar de mencionar a importancia dos Cranberries, a inconfundível voz dos The Cranberries, sendo uma das bandas de maior sucesso nos anos 90!
muitos devem conhecer a música "Zombie" considerada o hino da banda:


                                                                 
                                            

A banda foi formada em 1989 na cidade de Limerick, na Irlanda, quando Dolores tinha apenas 18 anos de idade.

Em 1993 veio o disco de estreia, Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?, e com ele o mega hit “Linger”, que ajudou a catapultar o grupo europeu para o mundo todo e tornou-se um dos grandes hits daquela década.

Após um hiato que começou em 2003, o grupo voltou à ativa em 2009 e fez vários shows em 2017 como forma de divulgar seu último disco, Something Else (2017).

O álbum é uma coleção de versões acústicas de clássicos da banda como “Zombie”, “Ode To My Family” e, é claro, “Linger”.

Dolores nos deixou com dois discos solo na carreira: Are You Listening? (2007) e No Baggage (2009).

Em 2016 ela lançou um disco chamado Science Agrees com o D.A.R.K., grupo que teve ao lado de Olé Koretsky e Andy Rourke (The Smiths).

Agora segue o texto segundo o site BBC Brasil:

Abuso sexual..


Em entrevistas ao longo da carreira, O'Riordan fez várias referências a abusos sexuais sofridos na infância.
Em 2013, à revista LIFE, a cantora contou que foi abusada dos 8 aos 12 anos de idade, por uma pessoa de confiança da família.


"Eu era só uma menina", disse O'Riordan...
Por anos, ela manteve segredo sobre os abusos, enquanto se culpava pelo que havia ocorrido.
"Isso é o que acontece. Você acredita que é culpa sua. Enterrei o que aconteceu. É o que se costuma fazer - você enterra porque tem vergonha", disse no ano seguinte ao Belfast Telegraph.
"Você pensa: 'Oh, Deus, como sou horrível e repugnante. Você cria um ódio contra si mesma que é terrível. E, com 18 anos, quando fiquei famosa e minha carreira deslanchou, foi ainda pior. Aí, desenvolvi uma anorexia".
Por anos, a anorexia foi acompanhada de crises nervosas, abuso de álcool e pensamentos suicidas.

Na mesma entrevista, O'Riordan lembrou do horror de reencontrar seu abusador em 2011, depois de anos sem vê-lo.
O encontro aconteceu no funeral de seu pai, cuja perda lhe causou uma dor ainda mais profunda.
Ao mesmo veículo, ela revelou que, em 2013, tentou "se suicidar com uma overdose".
Para se recuperar, apoiou-se nos três filhos que teve com Don Burton, agente da banda Duran Duran e de quem se separou em 2014, após 20 anos de casamento.

Transtorno bipolar...


Nesse mesmo ano, ela foi detida, acusada de ter se envolvido em um incidente violento com uma aeromoça em um voo internacional

Dois anos mais tarde, a artista teve que pagar cerca de US$ 7.000 (R$ 22,5 mil) a uma organização de caridade por ter agredido um policial.
Documentos apresentados durante as investigações sobre o incidente confirmaram que a cantora havia sido diagnosticada em 2015 com transtorno bipolar. Segundo a artista, o transtorno era a causa de seus surtos de agressividade.

"Há dois extremos na escala: você pode se sentir extremamente deprimida (...) e perder o interesse nas coisas que ama fazer, e logo se sentir supereufórica", disse ao jornal Metro.
"Mas você só fica nesses extremos por cerca de três meses, até que vai ao fundo do poço e cai na depressão. Quando você está transtornado, não dorme e se torna muito paranoico."
E a depressão, segundo O'Riordan, "é uma das piores coisas que podem acontecer com você".

Problemas na coluna...


Quando morreu, O'Riordan estava em Londres em meio a uma agenda de gravações


Quanto à saúde física, O´Riordan sofria de problemas na coluna.

As dores obrigaram a banda a cancelar vários shows em maio de 2017, pouco depois de uma turnê na Europa.
"O problema nas costas de Dolores está na parte média e alta da sua coluna. A respiração e os movimentos diafragmáticos associados ao canto colocam pressão nos músculos e nervos dessa área, exacerbando a dor", escreveu o grupo em sua página no Facebook, após pedidos do público para que a apresentação fosse mantida e que a cantora se apresentasse sentada.

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                                                     Descanse em paz Dolores O'Riordan