Os Soundgarden processaram a viúva de Chris Cornell, Vicky, acusando-a de "fraude" por ter, alegadamente, utilizado os lucros de um espetáculo de beneficência "em seu proveito próprio".
De acordo com o processo, obtido pela revista Rolling Stone, os Soundgarden afirmam ter feito um "acordo verbal" com Vicky para atuar de graça no espetáculo "I Am the Highway: A Tribute to Chris Cornell", em janeiro de 2019.
No entanto, os lucros obtidos com esse mesmo espetáculo - "muitos milhões de dólares", escreve a banda - não foram utilizados para fins de caridade, e sim apropriados por Vicky Cornell.
Os Soundgarden dizem-se "lesados", e acrescentam que a sua reputação terá sido "manchada" pelo incidente.
O advogado de Vicky, Marty Singer, já comentou este processo, que disse ter sido fruto do "desespero".
"Estas alegações não mudam o facto de que eles declararam, de forma imprópria, que as últimas gravações criadas exclusivamente pelo Chris eram propriedade sua. E são eles que têm impedido que a viúva e os filhos de Chris recebam somas avultadas" dos royalties, acrescentou.
O advogado esclarece ainda que os Soundgarden receberam "78 mil dólares" para atuar no espetáculo em questão, e que as suas alegações são "falsas e difamatórias".
O Site Blitz Recuperou 60 momentos dos álbuns favoritos de Kurt Cobain, em 2020 se estivesse vivo teria celebrado 53 anos de idade. Dos Stooges a PJ Harvey, do rock ao pós-punk, dos 'figurões' aos nomes mais obscuros.
Top 50, álbuns da vida de Kurt, encontravam-se referências como os Pixies, Sex Pistols ou David Bowie, mas também bandas menos conhecidas que viriam a ser iluminadas pelo 'voto' do líder dos Nirvana - é o caso de Vaselines ou Raincoats, entre outras.
É com base na lista "Top 50 by Nirvana" alinhada em 1993, que preparámos esta playlist:
Em 1994 e embora admitindo não ser amigo íntimo de Cobain, Chris Cornell foi duramente atingido pela morte de Kurt, especialmente como uma voz da cena musical do grunge de Seattle.
SOUNDGARDEN foi informado sobre a morte de Cobain após um show em abril de 1994. A banda digeriu a notícia por 30 minutos em seu camarim junto com outra banda de Seattle, TAD. O baixista do SOUNDGARDEN, Ben Shepherd, foi o primeiro a sair da sala com os olhos vermelhos e muito emocionado. Ben era muito próximo do NIRVANA e de Cobain.
Em entrevista para a revista Kerrang no mês de agosto de 1994, Chris Cornell falou: "Eu não acho que alguém possa entender com certeza por que isto aconteceu, quero dizer, realmente não me preocupo teorizando sobre suicídios, mas Kurt estava passando por algo muito pesado".
Cornell continuou: “Era de conhecimento geral que Kurt tinha um grave problema de saúde e ele estava desse jeito há anos, bem antes de ser famoso, sabe? Sempre que as pessoas falam sobre drogas e morte, colocam Kurt nessa categoria - o que não é o caso. O fato dele estar usando drogas também se baseava no fato de que ele tinha sérios problemas de saúde que ninguém conseguia ajudá-lo. As drogas eram uma maneira dele aliviar a sua dor".
"Tenho certeza de que também houve problemas com o fato de que ele não poderia ir a lugar nenhum em busca de ajuda. Kurt se sentiu auto-consciente sobre ser um ídolo adolescente, algo que ele não queria ser".
"E sempre houve essa questão de que ele estava doente - e isso necessariamente não tem a ver com drogas ou com o fato de que ele era famoso".
O guitarrista do SOUNDGARDEN, Kim Thayil, que também estava presente nessa mesma entrevista para a revista Kerrang, disse: “Ele estava emocionalmente doente. Kurt era casado, tinha uma filha, ficou milionário da noite para o dia e você precisa saber lidar com essas coisas”.
Cornell complementou: "Pode não ter sido algo que ele queria, mas ao mesmo tempo, Kurt fez videoclipes, certo? Eu também fiz, mas se Kurt não quisesse estar nesta situação, ele não precisava fazer outros vídeos depois de lançar a música 'Smells Like Teen Spirit'. Tudo aponta também para outras coisas, tipo, não foi só um cara que era viciado em heroína e isso o deixou louco e se matou, mas um cara que era incomodado por adolescentes e odiava isso”.
“Essa é provavelmente a visão mais romântica da história, mas não é a visão real. Você não sabe o que leva alguém a fazer isso, mas se algum dia eu cometesse suicídio, faria de uma forma que ninguém nunca fosse saber que foi suicídio, porque para mim, o maior medo de querer me matar, seria o que isso faria com os meus amigos e familiares”.
Cornell finalizou: "Se as coisas estão fodidas o suficiente para que eu queira me matar, a última coisa que quero fazer é sumir e realmente machucar um monte de pessoas".
Em 2007, Cornell disse ao famoso radialista Howard Stern: “Eu tive amigos que morreram antes da morte de Kurt, sabe? A diferença é que a maneira que Kurt fez foi uma espécie de reviravolta em nossas vidas, mas fora isso, eu já havia passado por situações assim antes... É uma pena e é muito triste para a filha dele e para os fãs, mas realmente foi uma coisa muito pessoal e um empecilho para todos nós. Claro que eu gostaria que isso não tivesse acontecido e também acho que se ele tivesse aguentado por uns 06 meses ou dado um tempo com a banda, 06 meses depois ele poderia ter sido um cara completamente diferente do que era”.
Cornell também refletiu sobre a morte de Cobain em uma entrevista ao canal de TV CNN, em 2013: “Houve uma transição um pouco desconfortável que eu acho que todas as bandas de Seattle tiveram, que foi a questão de sermos anti-comerciais, tipo, éramos anti-toda instituição que apoiava a música comercial".
“Eu me lembro de quando Kurt e o NIRVANA estavam na capa da revista Rolling Stone, sendo que ele estava usando uma camisa que estava escrito: 'Revistas corporativas ainda são uma merda'. Pensei, foi ótimo que ele usou essa camisa e que saiu na capa da revista, mas devemos lembrar que ele também apareceu para as sessões de foto, fez as entrevistas e concordou de todo o coração e feliz em estar na capa da revista Rolling Stone".
“Então, por que ele não se distanciou da revista fazendo o que estava escrito em sua camisa? Nós todos de Seattle - inclusive eu - tivemos essa crise de espírito e Kurt atirando em si mesmo foi provavelmente o extremo da situação”.
Depois de descrever o momento como algo muito surreal - quando ficou sabendo da morte de Cobain - Cornell observou que: “De certo modo, todos poderíamos nos consolar com o fato de termos nascido dessa ideia de que tocamos música sombria e melancólica. Em certo sentido, a nossa identidade foi moldada pela banda que cada um tinha e que criou uma trilha sonora para esse tipo de cenário estranho e horrível”.
Cornell havia dito para a revista Rolling Stone em 2014: “Eu não era um dos seus amigos mais próximos. Kim Thayil o conhecia melhor e Ben era muito próximo de todo o pessoal do NIRVANA e de Kurt. Ben havia excursionado com o NIRVANA desde o início como roadie e houve um tempo em que ele iria entrar na banda como 2º guitarrista, mas ele não quis aceitar, porque Ben não poderia compor músicas para a banda se quisesse".
"Foi algo similar de quando perdemos Andy Wood (vocalista do MOTHER LOVE BONE) ou quando perdemos outros amigos depois de Kurt... Nesta questão, me refiro não tanto a pessoa ou o relacionamento que tínhamos com eles, mas a inspiração criativa que essas pessoas tinham e que nos inspiravam, sabe?"
"Em geral e de repente, a minha percepção do mundo da música encolheu artisticamente, porque esse cara brilhante se foi. Eu não estou nem falando sobre o que ele quis dizer culturalmente, mas falando sobre a sua criatividade. Foi super inspirador desde a primeira demonstração que eu vi, ampliando a minha imagem mental do que o mundo era criativamente e de repente, um grande pedaço deste mundo caiu".
18 de Maio de 2020, exatos 3 anos perdíamos um dos mais importantes vocalistas da história do Grunge e do Rock And Roll quando Chris Cornell, conhecido por bandas como Soundgarden e Audioslave, nos deixou aos 52 anos de idade.
Aquele 18 de maio de 2017 amanheceu mais triste. Naquela terrível manhã, o mundo da música foi surpreendido com a notícia sobre a morte do músico Chris Cornell, no auge dos 52 anos, horas depois de fazer um show com o Soundgarden, em Detroit. De acordo com laudos médicos, Cornell cometeu suicídio por enforcamento.
3 anos depois daquele fatídico dia, as saudades continuam aumentando mais e mais e vamos relembrar a imensa qualidade que ele tinha para interpretar canções alheias. Afinal de contas, estamos falando de um vocalista que realmente sabia colocar seu talento a serviço de qualquer tipo de música. Se liga só nos clássicos que vamos ouvir:
Nothing Compares 2 U
Billie Jean
I Will Always Love You
Better Man
Imagine
Sentiu aí o naipe das canções? Ajuste aí os seus fones de ouvido, prepare a emoção e sinta o impacto de uma voz que movia montanhas.
1. Nothing Compares 2 U
Famosa na voz de Sinead O’ Connor, essa música é uma obra do menos talentoso Prince. Bastante sucesso na virada dos anos 80 para os 90, Nothing Compares 2 U ganhou contornos ainda mais emocionantes na voz única de Cornell.
2. Billie Jean
Se o desafio é combustível para um artista, o tanque motivacional de Chris estava sempre cheio. Convenhamos: desconstruir um hino da música pop e depois reconstruir com uma proposta convincente, renovadora e impactante, não é para qualquer um. Com essa versão para Billie Jean, de Michael Jackson, Cornell mostrou a diferença entre os meninos e os homens.
3. I Will Always Love You
Composta pela primeira dama do country, a icônica Dolly Parton, essa música ficou mundialmente consagrada na incomparável voz de Whitney Houston. Num momento de pura descontração, o nosso saudoso vocalista não se fez de rogado e apresentou essa pérola sonora.
4. Better Man
Mas Chris Cornell também fez covers do seu universo rock’n'roll. O músico já cantou clássicos do rock, que vão de Pearl Jam a Led Zeppelin. Uma das mais procuradas é esse cover de Better Man, que ficou mesmo lindíssima no vozeirão de Cornell.
Imagine
Chris Cornell era um grande fã dos Beatles, sobretudo de John Lennon. Durante participação no programa The Howard Stern Show, em 2011, Chris apresentou um cover arrepiante para a música Imagine. Com sua voz rouca e seu violão com cordas de aço, o artista deu um sentido ainda mais intenso às mensagens atemporais da letra.
Detalhe: antes de tocar a canção, o músico revelou que Lennon foi uma “figura paterna” para ele na infância. “Com 10 anos eu sentava em um quarto e ouvia os discos dos Beatles, e os do John Lennon, sem parar. Ele era uma cara intenso, e com uma atitude intensa”, disse.
O que aconteceu com Chris Cornell?
Chris Cornell morreu na madrugada do dia 18 de maio de 2017. De acordo com a Associated Press, o legista responsável informou que Cornell se enforcou no banheiro do hotel onde estava hospedado em Detroit, horas depois de se apresentar com o Soundgarden.
Por volta de meia noite e quinze (horário local de Detroit), o segurança de Cornell encontrou o cantor inconsciente no banheiro de seu quarto no hotel MGM Grand. O artista estava deitado no chão, com uma faixa ao redor do pescoço e sangue na boca. Os paramédicos não conseguiram reanimar Cornell e o cantor foi declarado morto por um médico às 1:30h da manhã.
O corpo de Chris Cornell foi cremado no dia 23 de maio de 2017 e suas cinzas foram enterradas no cemitério Hollywood Forever, em Los Angeles, três dias depois. Entre os presentes no enterro estavam os outros membros do Soundgarden, Dave Grohl, Krist Novoselic, Taylor Hawkins, Tom Morello, James Hetfield e Nile Rodgers. Durante a cerimônia, Chester Bennington cantou a canção Hallelujah, de Leonard Cohen.
Em 33 anos de carreira, a voz dele foi imortalizada em 17 discos e emplacou mais de 20 singles nas paradas de sucesso. Com uma simples conta, não fica difícil concluir que Chris Cornell foi um artista que ajudou o rock a ser menos sectário. Considerada por muitos como “antítese do grunge”, a turma do hard rock, por exemplo, sempre reverenciou o trabalho dele. Seu legado incontestável reverberou nas gerações subsequentes e, se o rock tiver sorte, continuará ecoando…
Em entrevista ao The Bill Simmons Podcast, Dave Grohl revelou que Kurt Cobain não gostou das composições feitas por ele. Por isso, com o fim do Nirvana, o músico reutilizou as canções no Foo Fighters. As informações são do site Whiplash.
Segundo Dave Grohl, as composições o orgulhavam: "Gravei algo que me orgulhava muito, sabe? Gravei essa música num estúdio no meu porão e a toquei para Kurt, tipo, ele tinha ficado realmente empolgado com ela, sabe? Ele gostou do riff e da melodia, mas não tinha gostado muito das letras".
Ele continuou: "Ele não queria perguntar se poderia mudar a letra, porque não queria me ofender ou algo assim. É claro que teria dito: 'F**a-se. Faça o que você quiser, cara! Está ótimo!', mas nunca a gravamos".
Kurt e Dave época de Nirvana
Assim, Grohl passou a agir de forma independente com as próprias composições: "Apenas criava minhas músicas, ouvia sozinho e dizia: 'Isso é legal'. Depois, tentava novamente e era como se estivesse fazendo algo pela primeira vez e tentando descobrir como fazê-lo, mas quando o Nirvana acabou, não queria mais tocar música".
Dave tocando com Kurt, Set Raro em Show beneficente numa plateia de 30 pessoas
Com a morte de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, Grohl ficou desmotivado: “Não queria mais ouvir música, estava me sentindo um merda e era tudo uma chatice. Então percebi que é a única coisa que realmente iria me curar e me fazer sentir bem. Deveria gravar algumas canções. Tinha umas 20 músicas que ninguém nunca tinha ouvido falar".
Assim, Grohl gravou sozinho as canções em um trabalho que seria, futuramente, o primeiro disco do Foo Fighters, lançado em 1995. Confira a canção “Exhausted”, uma das músicas vetadas por Cobain:
Eddie Vedder e Chris Cornell eram amigos próximos desde tempos de Temple Of The Dog
ambos com suas respectivas bandas, Pearl Jam e o Soundgarden.
Olivia Vedder e Lilian Cornell (Lily) filhas dos dois astros do grunge são também bastante amigas, Desde quando eram mais jovens ambas compartilham coisas juntas, herdando de seus pais Eddie e Chris essa boa ligação.
Olivia ao lado do seu pai Eddie
Lilian e seu pai Chris Cornell
Recentemente as duas postaram um video em suas redes sociais "Dance of the Clairvoyants" atual música do Pearl Jam, Olivia e Lily muito descontraídas dançam ao som, confiram o vídeo:
A filha de Chris Cornell, Toni Cornell, atualmente com 15 anos, interpretou uma versão acústica de uma das maiores canções do seu pai, 'Hunger Strike', composta para os Temple of the Dog, a banda de tributo a Andrew Wood (Mother Love Bone)
A gravação desta versão foi para o festival digital LiveXLive’s Music Lives, de recolha de fundos para o combate à pandemia do covid-19.
Num post do Instagram, Toni Cornell refere que "sentar-me no estúdio caseiro do meu pai durante este período turbulento faz-me sentir ainda mais a sua falta. A música é a grande cura e a forma mais poderosa de unir as pessoas, especialmente durante esta tragédia. Se o meu pai estivesse aqui, sei que ele seria o primeiro a empenhar o seu tempo e esforço" nesta ajuda à luta contra o coronavírus. O donativo da Chris and Vicky Cornell Foundation foi de 50 mil dólares, destinado à MusiCares no apoio humanitário para atenuar os males desta doença pneumónica.
'Hunger Strike', de 1991, foi o primeiro tema em que Eddie Vedder se notabilizou. Ainda a viver os primeiros dias de ensaios com os Pearl Jam, o cantor ainda desconhecido juntou-se de forma espontânea à música criada por Chris Cornell, tornando-se um dueto inusitado entre dois dos maiores vocalistas do movimento grunger.
Toni Cornell chamou a atenção em 2015 quando fez um dueto com o pai, numa versão do clássico de Bob Marley, 'Redemption Song'. O momento insólito ocorreu durante um concerto no Beacon Theatre, em Nova Iorque. O homem forte dos Soundgarden costumava tocar muitas vezes esta canção nos seus concertos em nome individual. Chris Cornell morreu em 2017, com 52 anos de idade.