quinta-feira, 15 de junho de 2017

15 de Junho de 89, era Lançado o 1º album do Nirvana

Lançado no dia 15-06-1989, exato 28 anos, um dos mais importantes grupos de rock dos últimos tempos, o Nirvana, lançou o seu álbum de estreia no dia 15 de junho de 1989. Bleach foi gravado pelo selo independente Sub Pop, em Seattle, Washington, entre os meses de dezembro de 1988 e janeiro do ano seguinte. O vocalista da banda, Kurt Cobain foi o compositor de quase todas as 11 faixas do disco. Ele só não escreveu "Love Buzz", de Robbie van Leeuwen, um cover da banda Shocking Blue. Entre as músicas mais conhecidas do disco estão “About a Girl” e “Blew”.
Mais tarde, durante entrevistas, Kurt Cobain disse que se sentiu pressionado para compor Bleach, pois a gravadora queria algo que se enquadrasse no estilo musical do grunge. Cobain revelou que escreveu boa parte das músicas na noite anterior e algumas no caminho para o estúdio. Para ele, as letras não eram o mais importante. O álbum acabou com um tom negativo e sombrio, e foi bem aceito pela crítica especializada.
As gravações foram financiadas por Jason Everman, que apareceu nos créditos como guitarrista, apesar de não ter tocado nenhuma música. Além de Cobain no vocal e na guitarra, o álbum contou com Jason Everman (guitarra), Krist Novoselic (baixo), Chad Channing (bateria) e Dale Crover (bateria, em apenas três músicas). A foto da capa foi tirada pela ex-namorada de Cobain, Tracy Marander.

Inicialmente, o álbum seria chamado Too Many Humans. Seu nome mudou após Cobain ver um cartaz de prevenção da Aids que informava que os viciados em heroína deveriam "branquear" as suas agulhas antes de usá-las. O slogan era "Bleach Your Works".









Tracy Marander (autora da foto da capa de "Bleach")




quarta-feira, 14 de junho de 2017

O dia em que Paul McCartney deu um soco na cara de Eddie Vedder

Eddie Vedder contou uma divertida história em conversa com a SiriusXM, rádio via satélite onde foi inaugurado recentemente um canal dedicado somente a músicas dos Beatles e seus integrantes. Foi assim: um dia estavam os dois em um bar em Seattle e Paul foi mostrar como havia dado um soco na cara de outra pessoa (nome não revelado) mas ele se empolgou e acabou acertando Eddie Vedder no rosto.

"Ele levantou o braço esquerdo como se estivesse batendo nesse cara, e eu estava lá do lado em pé e acabei sendo atingido. Ele me acertou!" conta Eddie, entre risos. "Paul pediu desculpas e a história seguiu adiante e era uma grande e incrível história. Eu peguei o final dela, mas ouvia e pensava com orgulho, 'Paul McCartney acabou de me acertar no rosto e doeu!'" diz Eddie, ainda rindo. "Eu lembro de ter sentido o gosto de sangue e que doeu por alguns dias, mas senti falta quando passou a dor e o inchaço"

           


FONTE: Uncut.co.uk

Eddie Vedder falou sobre a morte de Chris Cornell pela primeira vez

"Irei amá-lo para sempre" ( disse Eddie). Desde que Chris Cornell nos deixou no último dia 18 de Maio, muita gente se questionou sobre por que Eddie Vedder, grande amigo do músico, ainda não havia se pronunciado a respeito.

O vocalista do Pearl Jam chegou a fazer várias menções ao músico do Soundgarden sem mencioná-lo diretamente no primeiro show de uma turnê pela Europa, e agora isso mudou, também na sua atual turnê solo.


Apesar de não ter dado uma declaração oficial a respeito para a imprensa, ontem ànoite Eddie Vedder se apresentou em Londres e por lá falou com a plateia sobre a perda do amigo.

O site Alternative Nation publicou uma transcrição da declaração, e você pode ler logo abaixo.


"Tem sido difícil para me concentrar esses dias. Eu estava pensando na história desse prédio e na história de Bowie. Então comecei a pensar sobre isso e minha mente começou a viajar.

Então, eu não tenho falado sobre algumas coisas e eu meio que… agora parece conspícuo porque eu perdi um amigo muito próximo, alguém que… [aplausos]

Vou dizer isso também, eu cresci em uma família de quatro irmãos e eu perdi meu irmão há dois anos de forma trágica em um acidente e após esse episódio e após perder outras pessoas, eu não sou bom com essas coisas, o que significa que eu não tenho aceitado a realidade, e é assim que estou lidando com isso. [mais aplausos]

Não, não, não, não.

Então eu quero estar lá pela família, estar lá pela comunidade, estar lá pelos meus irmãos na minha banda, certamente pelos irmãos em sua banda. Mas essas coisas levarão tempo, e meu amigo se foi para sempre, e eu terei que…

Essas coisas levam tempo e eu queria falar isso para todo mundo que foi afetado por isso e todos eles em casa e aqui apreciam muito o apoio e os bons pensamentos de um homem que era… sabe, ele não era só um amigo, ele era alguém que eu via como um irmão mais velho.

Dois dias depois da notícia, eu acho que foi na segunda noite, nós estávamos dormindo nessa pequena cabana perto da água, um lugar que ele iria amar. E todas essas lembranças começaram a aparecer na minha cabeça à 1:30 da manhã e me acordaram. Lembranças enormes, lembranças sobre as quais eu pensava toda hora. Como se as lembranças fossem grandes músculos.

E aí eu não conseguia parar as lembranças. Tentar dormir era como se os vizinhos tocassem música alta e você não conseguisse parar. Mas de repente ficou tudo bem porque tudo se transformou em pequenas lembranças. E continuou, continuou. E eu percebi como tinha sorte de ter horas de… sabe, cada lembrança era rápida, mas ainda assim eu tinha horas de lembranças na minha mente. Quão sortudo eu sou? E eu não queria ficar triste, queria ficar agradecido, e não triste. Ainda estou pensando nessas lembranças e irei viver com essas lembranças no meu coração e eu irei… amá-lo para sempre. [aplausos de pé] "




FONTE:  Por Tony Aiex, tenhomaisdiscosqueamigos.com

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Crítica de música: Mark Lanegan Grunge como nunca

No último álbum, o ex-Screaming Trees dá novo fôlego ao som de Seattle. Será que ainda vai a tempo? É verdade que, em virtude de uma menor exposição comercial, Mark Lanegan é, a par de Eddie Vedder (Pearl Jam), um dos últimos sobreviventes de uma geração que mudou o panorama musical na década de 90. Também é curioso notar que Lanegan soube envelhecer bem e, em termos musicais, é actualmente um compositor mais profícuo do que na era dos Screaming Trees.

A sua interpretação - e, de certo modo, até a sonoridade que pratica – é cada vez mais contígua a ícones como Tom Waits, ou até Nick Cave, e nesse aspecto, Gargoyle não é uma excepção. Há uma base blues rock vincada, sendo que, no entanto, este disco tem uns laivos shoegaze que lhe acrescentam uma dimensão distinta comparativamente aos trabalhos mais recentes do cantor norte-americano. Tal como se percebe que Lanegan apostou, também, numa recuperação – ou pelo menos, reinvenção – dos cânones musicais que marcaram a sua carreira nos anos 90.

Gargoyle tem o mérito de nos fazer acreditar que, se o grunge fosse inventado hoje, possivelmente, soaria muito mais a isto do que a Even Flow.




FONTE: www.sabado.pt por Filipe Lamelas

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Trilha sonora: "Singles" está fazendo 25 anos

Divulgado no site Alternative Nation: um novo vídeo foi lançado para comemorar o 25º aniversário da trilha sonora do filme “Singles” (“Vida de Solteiro”, diretor Cameron Crowe), conhecida como a trilha sonora do grunge que tem músicas dos:  Alice in chains, Soundgarden, Pearl Jam,Screaming Trees, Heart entre outras. leia alguns trechos:

"Lembro-me de ter pensado, 'a magia de Cameron'", recorda o baterista do ALICE IN CHAINS, Sean Kinney. "Você vai para Seattle e faz um filme sobre coisas que apenas uma pequena seita de pessoas conhece? Na época não havia 'o grunge'".

O falecido vocalista do SOUNDGARDEN, Chris Cornell, havia dito em recente entrevista: "Porque o filme foi concebido e filmado antes da explosão internacional de todas as bandas, e isso acabou sendo um fator chave no que foi referido como a cena de Seattle e ao movimento da cidade, e então, o fenômeno chamado ‘grunge’. Havia uma coisa especial no filme, onde se você viu, você foi exposto a ela".

O guitarrista do ALICE IN CHAINS, Jerry Cantrell, lembrou: "Foi um grande homem, realmente foi. Para tão pequeno e humildemente como todos nós começamos, e para sermos incluídos num grande filme com o diretor sendo amigável com você e se preocupando com a sua música, tanto quanto as coisas que ele faz. As coisas decolaram muito rápido, cara..."

"Ele engarrafou um momento no tempo", Barret Martin, baterista do SCREAMING TREES.

O guitarrista do PEARL JAM, Mike McCready, disse: "Foi um momento emocionante estar aqui e isso foi apenas mais uma parte da história. Era como, tipo: ‘Nossa! Então fizeram um filme!’ Era surreal".

Nancy Wilson, do HEART, falou: "Você sabe quando é Eddie Vedder (vocalista do PEARL JAM), você sabe quando é o ALICE IN CHAINS com as suas grandes harmonias dissonantes, e você sabe quando é o SOUNDGARDEN. É o som de Seattle".




segunda-feira, 5 de junho de 2017

Morte de Chris Cornell tornou o homem dos Soundgarden mais ouvido do que nunca

As vendas dos trabalhos a solo de Cornell, bem como dos Audioslave e Soundgarden, aumentaram desde a sua morte

Após a morte de Chris Cornell, a sua música voltou às tabelas de vendas.

O interesse do público pelos seus trabalhos a solo, bem como pelos dos Audioslave e Soundgarden, disparou assim que foi noticiado o seu falecimento.

Superunknown, álbum dos Soundgarden e o mais celebrado pelos fãs, foi quem teve o maior ressurgimento, chegando mesmo ao número 22 das tabelas de vendas norte-americanas.

Badmotorfinger e Down of the Upside seguiram-se-lhe, estando agora na 72ª e 165ª posição, respetivamente.

O álbum homónimo dos Audioslave também subiu vários lugares, ocupando agora a 24ª posição, seguido por Out of Exile, na 98ª.

O único álbum dos Temple of the Dog, projeto que detinha com membros dos Pearl Jam, alcançou a 88ª posição, sendo a coletânea Songbook o seu álbum a solo melhor posicionado, na 63ª.

Também nas plataformas de streaming a música de Cornell registou um aumento significativo de interesse. As escutas das canções dos Soundgarden subiram 980%, seguidos pelas dos Audioslave, que subiram 727%.

Mas é o seu trabalho a solo que supera todas as demais, no caso do streaming; desde a morte de Cornell, o número de streams subiu cerca de 2093%.



Fonte: http://blitz.sapo.pt

A primeira vez que Dave Grohl ouviu “Black Hole Sun”

O vocalista dos Foo Fighters lembrou a primeira vez que ouviu o clássico dos Soundgarden
Um vídeo de Dave Grohl a falar sobre a primeira vez que ouviu "Black Hole Sun", dos Soundgarden, foi recentemente repartilhado pelos fãs de ambos, em memória de Chris Cornell.

No vídeo, o agora vocalista dos Foo Fighters recorda o momento em que escutou Superunknown, álbum dos Soundgarden, durante uma sessão de gravação dos Nirvana.

"O Adam Casper [produtor] pôs a 'Black Hole Sun' a tocar e eu lembro-me de pensar: 'pora, isto vai ser grande'", afirma Grohl, no vídeo, descrevendo o tema como "o cruzamento perfeito entre os Beatles e os Black Sabbath".

Veja aqui:

Fonte: http://blitz.sapo.pt