sábado, 20 de fevereiro de 2021

10 curiosidades sobre Kurt (que talvez você não sabia)


Se ainda estivesse vivo, Kurt Cobain, vocalista e guitarrista do seminal Nirvana, completaria 54 anos de vida neste sábado, 20 de fevereiro. 

Nascido no ano de 1967, Kurt Cobain se tornou um dos músicos mais importantes - se não o mais - das últimas três décadas, mesmo tendo se suicidado em 1994. Após sua morte, sua história tem sido destrinchada em reportagens, programas de TV, documentários e biografias, mas há detalhes pessoais do cantor que nem todos sabem. 

Por exemplo: qual é o nome do meio de Kurt Cobain? Qual é a cidade em que nasceu? Qual era o seu tênis preferido? Por que a música "Smells Like Teen Spirit" tem esse título? E muitas outras curiosidades. 

Para relembrar o líder do Nirvana em seu aniversário, listamos dez delas que, provavelmente, nem todo fã tem conhecimento. Confira: 

1. Onde realmente nasceu?

Embora o Nirvana tenha sido uma das bandas responsáveis por colocar a cidade de Seattle no mapa da música, Kurt Cobain nasceu em Aberdeen, condado de Washington, EUA



2. Nome do meio e origem
O nome do meio do músico é Donald, sendo Kurt Donald Cobain no RG, homenagem ao seu pai que se chamava Donald Leland Cobain.

As origens de Kurtsão holandesas, inglesas, alemãs, francesas, irlandesas e escocesas. Tanto que seu sobrenome foi herdado dos antepassados irlandeses. Originalmente, escrevia-se Cobane. 


3. Preço do primeiro álbum

O orçamento do primeiro álbum do Nirvana, Bleach(1989) foi de 90 dólares. No entanto, o produtor Jack Endino acabou cobrando 606 dólares após o disco estar gravado. Quem acabou arcando com o valor total foi o guitarrista Jason Everman, que é creditado no disco, aparece na foto de capa, mas não tocou uma única nota sequer. 






4. "Rape Me"

Inicialmente, a polêmica canção "Rape Me"["Me Estupre" em tradução para o português], do disco In Utero (1993), chamava-se "Wreck Me" ["Me Destrua"]. 




 Kurt Cobain tinha uma preferência quase obsessiva por usar somente tênis da marca Converse. E de cor preto. Às vezes, muito raramente, variava usando um Converse de cor vermelho. 



6. Namoro pré-Courtney Love

Antes de conhecer Courtney Love, Kurt teve um relacionamento marcante com Tobi Vail, integrante da banda riot grrrl Bikini Kill. Quando a viu pela primeira vez, o vocalista do Nirvanaficou tão nervoso que chegou a vomitar. 




7. "Smells Like Teen Spirit"
Tobi Vail, antiga namorada de Kurt tem ligação direta com o título do hit "Smells Like Teen Spitit". Certa vez, Kathleen Hanna, vocalista do Biniki Kill, pichou no quarto do apartamento de Cobain a frase "Kurt Smells Like Teen Spirit" [Kurt Cheira a Espírito Adolescente]. Teen Spirit [Espírito Adolescente] é a marca do desodorante que Tobi Vail usava. 




8. Nome da filha 
O nome Frances Bean, filha única de Kurt Cobain e Courtney Love, é uma homenagem à atriz Frances Farmer, natural de Seattle cuja história ficou marcada por vários episódios de comportamentos errantes e internamentos em clínicas psiquiátricas.



9. Data exata da morte
Kurt Cobain foi encontrado morto em sua casa em Seattle no dia 8 de abril de 1994, após ficar um tempo desaparecido. No entanto, nunca foi possível determinar a data exata em que o líder do Nirvana cometeu o suicídio. A mais provável é 5 de abril. 



10. Homenagem 
A cidade em que Kurt Cobain nasceu, Aberdeen, homenageou-o construindo um memorial chamado Kurt Cobain Landing. A placa de boas-vindas da cidade está escrito "Come As You Are", nome de uma das músicas do álbum Nevermind(1991).


FONTE: rollingstone.uol.com.br




terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Dinosaur Jr - Where You Been (1993)


Lançado em 9 de Fevereiro de 1993 "Where You Been" do Dinosaur Jr é um classico que é lembrado como um dos trabalhos mais famosos do grupo liderado por J Mascis. acabou se tornando um importante símbolo para uma geração que cresceu na década de 1990 escutando Rock Alternativo e andando de skate. 

O álbum trata-se do primeiro impulso comercial da banda, que havia assinado com uma grande gravadora e parecia predestinada a ocupar o mesmo patamar de projetos como Nirvana, Pixies ou Sonic Youth. Não quis o destino que J Mascis abdicasse de sua personalidade introvertida para se tornar um rockstar, capaz de lotar estádios de futebol. No entanto, Dinosaur Jr. foi capaz de representar um outro tipo de valor cultural. Herdeiro da filosofia Do It Yourself do Punk, o Indie Rock norte-americano passou por um momento muito especial quando conseguiu consolidar uma visão de música que escapava da lógica dos rádios e do sucesso na MTV.



Músicas esquematicamente simples, feita por amigos que se reuniam na garagem e rodavam o país em uma van foi um projeto acidental que deu certo e, em certa medida, da qual a indústria musical nunca mais se recuperou. 

O disco foi um grande sucesso comercial do grupo. No entanto, não representou uma grande ruptura com o som estridente que tornou o power trio famoso. Foi o último disco com o baterista, Murph, até a reunião total da banda com o baixista Lou Barlow em 2005, outro que já havia abandonado o barco após o disco Bug de 1988. Após Where You Been, Dinosaur Jr. se tornaria quase como um projeto pessoal do seu líder, J Mascis.


No álbum, temos diversos elementos que tornaram o som do grupo realmente único. A voz característica de Mascis, melódica e imutável ao longo de sua carreira, misturada a solos e riffs de guitarra que são, acima de tudo, precisos e barulhentos. Out There, a faixa de abertura, se tornou um dos grandes clássicos do grupo, um hino para uma geração e servindo inclusive de trilha sonora para um programa de TV da MTV no mesmo período.


Um dos discos mais famosos de um dos símbolos do Rock Alternativo, Where You Been se mostra um item essencial na discografia do Dinosaur Jr. e um excelente ponto de partida para quem quer se aprofundar na banda.

Where You Been é marcado por uma angústia que se traduz no som. As letras de J. Mascis tem um “quê” de nostalgia adolescente: falam de maneira genérica, um tanto quanto críptica, e quase tímida a respeito de si mesmo. O fantasma dos relacionamentos assombra o teor das palavras, mas nunca assume uma forma definida. Seja falando de complicações amorosas ou familiares, o que importa é uma válvula de escape dos espectros interiores para o mundo real. Em Dinosaur Jr. asfalto, skate e suor, marcam um estilo de vida muito definido por uma época e uma geografia. É essa a América de J. Mascis.


Por GR90S, monkeybuzz.com.br


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Alice In Chains - SAP (1992)


Sap é um EP com uma pegada acústica, lançado em 4 de fevereiro de 1992 pela Columbia Records.
Sap marcou a primeira vez que  Jerry Cantrell assumiu os vocais principais num álbum dos Alice in Chains, e também conta com as participações de Ann Wilson da banda Heart, Chris Cornell do Soundgarden e Mark Arm do Mudhoney.

 O título deste EP foi nomeado devido a um sonho que o baterista Sean Kinney teve após terminar o álbum. Nele, os membros da banda estão em uma coletiva de imprensa e anunciam que o nome do álbum será Sap devido ao seu som "bobo" (em inglês, sappy) ou mais leve comparado ao álbum anterior da banda, Facelift.

 Layne Staley q incentivou Jerry Cantrell a cantar os vocais principais no álbum, Cantrell assume o vocal principal em "Brother" e divide com Staley em "Got Me Wrong"



Jonathan Plum, (co-proprietário do estúdio) se recorda: "A 1ª vez que ouvi Layne cantar foi na canção ‘Am I Inside’. Ele estava lutando com o seu passo musical... Na verdade, ele teve muito trabalho para cantar a canção corretamente". Com Ann Wilson da famosa banda HEART já ter estabelecido o seu vocal, a música estava completa e a pressão ficou 100% para Staley gravar o seu vocal em cima.



As influências country/ folk já permeiavam nas músicas dos AIC. como no EP Jar of Flies em 1994, que foi o primeiro a estrear em primeiro lugar na parada de vendas da Billboard 200. 

Mas Jerry Cantrell, Layne Staley, Mike Inez e Sean Kinney não decidiram simplesmente gravar um EP de folk rock, pois As influências já estavam lá desde as músicas como: Sunshine, Down in a Hole, Hate to Feel.

Logo na abertura de Sap, é uma balada acústica misteriosa chamada Brother, nessa versão mais amplificada que apresenta Ann Wilson, da banda Heart. É uma bela música cheia de fantasmas e arrependimentos. Esses sentimentos são astuciosamente amplificados pelo uso de eco e reverberação, o que acentua a aura de solidão que exala. Jerry Cantrell escreveu para seu irmão real, que cresceu longe dele após o divórcio de seus pais e dá rédea solta à sua melancolia. É uma música poderosa. Sua simplicidade e espontaneidade são 100% folk rock, mas tem essa sensação assustadora e assustadora de uma música do Alice in Chains.



"Rick Parasher, que era o dono do estúdio e produtor do disco continuou pedindo a Layne para cantar certas partes repetidas vezes, sendo que fiquei impressionado com o quão difícil foi para ele", completa Plum.

O ponto alto neste EP, é a música chamada Right Turn, que apresenta nada menos que Chris Cornell e Mark Arm do Mudhoney.

É a música mais simples do disco: três vozes icônicas e um violão, como se tivesse sido gravado em uma fogueira. A química e a emoção dessa música são cristalinas. É apenas sobre o relacionamento rompido discutido.

Há o prazer inerente de amigos tocando juntos que pode ser sentido. 


Desctaco também "Got Me Wrong" mas no geral o Ep é como ouvir seu amigo interior, sombrio e misterioso discutindo sobre suas emoções. 



 A música de encerramento "Am I Inside" está entre minha lista de faixas porque não pode esquecer. é super depressiva, que quebra o clima misterioso do submundo já estabelecido. Não que isso seja algum ruim. escritos de Layne Staley e Jerry Cantrell, um ensaio para Jar of Flies, mas Sap não deixa de ser também uma obra-prima de folk rock.








Silverchair - Freak Show (1997)


Freak Show foi o segundo álbum de estúdio do Silverchair. lançado em 4 de fevereiro de 1997 pelas gravadoras Murmur e Epic.

Daniel Johns descreveu o título do álbum, comparando a vida na estrada dos Silverchair com a de um carnaval itinerante.

A imagem da capa do álbum é uma ilustração de Grady Stiles, Jr., um artista secundário que sofria de ectrodactilia, que usava o nome artístico de "Menino Lagosta" (Uma vez já comentado aqui no blog). 



Cortesia do Circus World Museum, Baraboo, Wisconsin. 

O álbum é considerado pra uns sendo o melhor da banda, diferente um pouco do anterior Frogstomp, esse tem uma pegada mais pro Post Grunge/Rock Alternativo mas bebe da cena Grunge de Seattle, ao estilo Nirvana pra ser mais exato. ( Frogstomp era um lance mais Pearl Jam )

Daniel Johns era loiro, franzino, tocava guitarra, cantava e sofria perseguição na adolescência por não se encaixar nos padrões da época. Isto lembra alguém? 

O fato era que Daniel Johns por ser muito magro e sofrer de anorexia fez ao mesmo tempo  ser chamado de “aberração” durante a sua adolescência sofria bully por não ser como os outros garotos.



O próprio nome do álbum não à toa foi escolhido "Freak Show " (Freak significa aberração em inglês) de certa forma é bem peculiar e sugestivo a arte da capa, pois nos faz lembrar aqueles espetáculos de horrores em circos , la pro fins do século XIX e início do século XX.

Os riffs são bem pesados a começar pela faixa de abertura "Slave" o restante das músicas tem bastante melodias que seguem um padrão “Kurt Cobain”



O álbum vendeu 3 milhões de cópias no mundo todo, alcançou o número 1 na Austrália e rendeu três singles no Top 10: "Freak", "Abuse Me", e "Cemetery". O seu quarto single, "The Door", chegou ao número 25



"Abuse Me" é como uma 'Rape Me' do Nirvana, fala sobre a mídia suja que serve pra ferrar imagem de alguém.

 Seguindo a quarta faixa "Lie to Me" essa lembra Nirvana? pois foi justamente voltada aos críticos que os elogiaram por copiar as influências da banda. 


Destaco "No Association"  baita sonsão bela batida de bateria de Ben Gillies e marcante contrabaixo de Chris Joannou.




 A faixa seguinte é sobre o assassinato assassinato dos pais de Bassett em 1996. "Cemetery" com belos arranjos e um instrumental sinfônico.


"Pop Song For Us Rejects" fala sobre vício em. particulamente todas são bem legais de ouvir.
A última faixa do album é uma de minhas favoritas de Freak Show "The Closing"  fechando em grande estilo, tem aquela pegada estilo Foo Fighters. 


quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Nirvana e os Beatles: O que Seattle e Liverpool tem em comum?

 


Os Beatles invadiram a vida de Kurt desde sua infância, vivida em Aberdeen, EUA, por meio de tias e tios que eram grandes fãs dos rapazes de Liverpool.

A influência dos Beatles no Nirvana não é tão novidade, considerando que eles foram uma das bandas favoritas de Kurt Cobain. “Hey Jude” foi uma das primeiras gravações de Kurt quando era criança, sua tia Mary sempre lembra o quanto ela era fã de Beatles e Monkees.

 Seu tio Jim, era um grande colecionador, e seus vinis dos Beatles estavam entre os favoritos de Kurt, além de outras bandas como Led Zeppelin e Grateful Dead.

Em entrevista pela Alternarive Nation, Dave Grohl revelou suas primeiras impressões sobre o Nirvana. Quando ele assumiu a bateria, a banda já tinha lançado o álbum Bleach (1989).

 "About a Girl": "Era como uma canção dos Beatles. Tinha dois minutos e meio de duração com uma melodia linda, e o resto das músicas eram gritaria. Mas essa era muito bonita."


Kurt disse ao amigo Steve Shillinger que, no dia em que compôs a canção, ouviu Meet the Beatles durante três horas, para entrar no clima. Mesmo que fossem considerados passé nos círculos punk, os Beatles foram peça fundamental no crescimento de Cobain como compositor, além de uma constante nas fitas mixadas que enviava como presente a amigos.



Kurt não deixava de citar os quatro rapazes de Liverpool como influência pessoal. Disse também, anos mais tarde, que uma de suas primeiras decepções ocorreu quando descobriu, em 1976, que os Beatles haviam se separado seis anos antes.

 Em seus diários, Cobain fazia listas de seus álbuns favoritos, onde Meet the Beatles nunca deixou de constar. Kurt decorou a casa aonde morou com sua primeira namorada firme, Tracy Marander, com pôsteres de rock que ele mesmo alterava, como um enorme cartaz dos Beatles que exibia então um Paul McCartney de óculos e cabelo afro.


Por incrível e estranho que pareça, musicalmente Aneurysm do Nirvana se asemelha a Twist and Shout. tanto na maneira como o acorde se apresenta curiosamente Dave aparece cantando 'beat it' no refrão, que é semelhante ao que ocorre em Twist and Shout.


Por um lado temos Jhon Lennon e toda sua genialidade, ambos lutava em favor as minorias e eram contra o sistema,  e deixavam claro sua mensagem nas músicas 
Kurt Cobain assim como Jhon era o "cabeça" em suas respectivas bandas, ambos foram figura extremamente polêmica. também vítimas e manipulados pela mídia, mas também souberam manipulá-la muito bem.

Sofreram com o desgaste da fama, foram pressionados pela indústria fonográfica e abusados por jornalistas gananciosos. Ainda assim, permaneciam sinceros a seus ideais, o que os tornava ainda mais polêmicos


Dave Grohl sempre teve especial admiração por George Harrison, a quem dedicou a música “Oh, George”, presente no primeiro CD de sua banda atual, os Foo Fighters. 

Ainda no começo da carreira, o Nirvana sentiu-se como se estivesse no filme dos Beatles Os reis do iê-iê-iê (A Hard Day’s Night), ao ver um local aonde realizavam uma tarde de autógrafos abarrotado de pessoas sobre as prateleiras de discos.


Mas de todas as relações entre os Beatles e o Nirvana, nada foi tão direto quanto a canção “Cut Me Some Slack, uma música gravada por Paul McCartney (tocando uma curiosa ‘cigar box guitar’), Dave Grohl (bateria e backing vocals), Krist Novoselic (baixo) e Pat Smear (guitarra) – literalmente, um beatle e os 3 “nirvanas” restantes. Foi apresentada num evento chamado 12-12-12 Benefit Concert 

Paul já havia tocado com Grohl tocando bateria e também no frontstage. Mas essa foi considerada pelo próprio Macca como sendo uma “Nirvana reunion” 

No ano seguinte, em 19 de junho de 2013, o quarteto (que a essa altura já havia sido apelidada pelos fãs como Beatvana) tocaria novamente a música num show de Paul em Seattle, cidade do Nirvana, a capital do Grunge. No ano seguinte (2014), a música ganharia o Grammy Awards como “Best Rock Song”.


 "Quando era jovem, foi assim que aprendi a fazer música - eu tinha um violão e um songbook com as músicas dos Beatles. Eu ouvia os discos e tocava junto. É claro que não soava como os Beatles, mas isso me fez entender a estrutura de uma canção, a melodia, a harmonia e o arranjo", revelou Dave Grohl.



DAVE GROHL SOBRE AO ENCONTRO DO NIRVANA:


“Lembro-me de sair do avião e de Krist [Novoselic] e Kurt [Cobain] me encontrando na esteira de bagagens. Era como ter Filhos do Milho pegando você no aeroporto. Quando vim para Seattle, o Nirvana estava fazendo um show com outro baterista.

Eu chego lá neste show do Nirvana, há 1.200 pessoas, e talvez 15 delas pareciam ser punk rockers. O resto eram garotos do parque de trailers com cabelos compridos oleosos e vestindo roupas que compraram na Frey Myers e no Exército da Salvação.

Eles usavam flanela ... Eu ainda me visto como as crianças que vi no show naquela noite. Já parecia que havia algum tipo de movimento, mas não foi intencional. Essas pessoas simplesmente se juntaram ou foram atraídas por isso, porque parecia que eles se sentiam. A energia era diferente de tudo que eu já vi. Esse foi meu primeiro dia em Seattle.







quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

3 de dezembro de 2015: Há 5 anos falecia Scott Weiland


 Em 3 de dezembro de 2015, Scott Weiland o líder dos Stone Temple Pilots e Velvet Revolver faleceu após uma longa luta contra o vício em drogas. Scott morreu aos 48 anos. Ele foi encontrado sem vida dentro do ônibus de outra banda sua, a Scott Weiland & The Wildabouts. (Em Minnesota)

Scott Weiland genialidade das composições, o percurso marcado pelos altos e baixos associados ao consumo de heroína, as sucessivas reabilitações, e até a passagem pela prisão, esse foi o universo que se lhe colou como um bilhete de identidade. A saber, o da estrela rock, expoente máximo da era “grunge”, o artista complexo de personalidade estranha, a que a música dava sentido, sendo o que melhor o traduzia.

Scott Weiland é muito querido pela comunidade grunge, apesar de não fazer parte do quarteto fantástico de Seattle. como já mencionado outras vezes aqui no blog GR90S, vamos relembrar a carreira e vida desse ícone dos rock anos 90,  um resumo pelas bandas por onde passou:


                                                  STONE TEMPLE PILOTS

Formado em 1989 em San Diego, Califórnia, Stone Temple Pilots marcou vários sucessos dos anos 90, incluindo "Big Empty", "Vasoline", "Interstate Love Song" e "Plush", o último dos quais ganhou o prêmio Grammy de 1994 de melhor Performance de Hard Rock. A banda de rock alternativo, nunca uma das favoritas dos críticos de rock, vendeu 13,5 milhões de álbuns nos EUA, de acordo com Nielsen Soundscan. STP separou-se em 2002, reuniu-se em 2008 e permaneceu sem Weiland desde sua renúncia em 2013.


A morte de Weiland, fez toda uma geração que, que naquea década de 1990, cresceu com os seus temas e hits,  sua versatilidade e presença fez de Scott  verdadeiramente um Rockstar “força épica em palco”, e toda sua genialidade nas composições, foi uma estrela rock, e expoente “grunge”






A acústico Mtv foi umas das maiores apresentações de Scott


“As pessoas têm uma ideia errada a meu respeito”, disse numa entrevista à “USA Today” certa vez e completou : “Não é a música que me define”.


VELVET REVOLVER

Em 2002, Weiland, juntou-se ao supergrupo de hard rock Velvet Revolver, apresentando membros do Guns N 'Roses Slash, Duff McKagan e Matt Sorum, além de Dave Kushner do Wasted Youth. 

A banda se desfez em 2008, após o lançamento de dois álbuns.Weiland tinha uma longa história de problemas com drogas e álcool. Ele foi condenado por comprar crack em 1995, relata a CNN, um DUI em 2003 e outro DUI quatro anos depois. Ele entrou em programas de reabilitação de drogas várias vezes ao longo de sua vida..


Em suas memórias de 2011, Not Dead & Not For Sale, Weiland escreveu o seguinte sobre sua primeira experiência com drogas pesadas: "O opiáceo me levou aonde sempre sonhei em ir. Não sei o nome do lugar, mas posso diga que eu estava imperturbável e sem medo, um homem flutuando livremente em um espaço sem demônios e dúvidas. ”  Weiland teve dois filhos com sua ex-esposa, Mary Forsberg.

 “Not Dead & Not for Sale”, descreve a sua infância como um período pacífico, pleno de “abelhas e pastos verdes”, muitas vezes a jogar basebol ou futebol, à espera - “sempre à espera” - do verão, para visitar o pai biológico.








Scott Weiland & The Wildabouts


A biografia de Scott Weiland é marcada em sua totalidade por polêmicas. Quem acompanha a carreira do músico, sabe que há mais de duas décadas ele vem dividindo os palcos do mundo com celas de cadeias e quartos de clínicas para reabilitação. Dentro de estúdio Scott sempre foi magnífico. Sua capacidade artística sempre lhe rendeu registros marcantes - seja com o STP, com o Velvet Revolver, ou isolado (12 bar blues).

Após ser demitido do Stone Temple Pilots, Scott montou o grupo The Wildabouts, e lançou o único  álbum da banda "Blaster."



Enquanto STP entrava em um hiato após o lançamento de Tiny Music ..., Weiland lançou um álbum solo em 1998 chamado 12 Bar Blues. Weiland escreveu a maioria das canções do álbum e colaborou com vários artistas, notadamente Daniel Lanois, Sheryl Crow, Brad Mehldau e Jeff Nolan. 


"Blaster" é o único álbum de estúdio de Scott Weiland and the Wildabouts, assim como o último álbum  dele. lançado em 31 de março de 2015. 



Homenagem de Dean DeLeo, Robert DeLeo e Eric Kretz.


" Caro Scott,

Comecemos por agradecer por compartilhar sua vida conosco.

Juntos, criamos um legado musical que trouxe felicidade e ótimas lembranças a tantas pessoas.

As memórias são muitas e são profundas para nós.

Sabemos que entre o bem e o mal você lutou repetidas vezes.

É o que fez de você quem você era.

Você foi dotado além das palavras, Scott.

Parte desse presente era parte de sua maldição.

Com profunda tristeza por você e sua família, estamos tristes em vê-lo partir.

Todo nosso amor e respeito.

Sentiremos sua falta irmão,

Robert, Eric, Dean

Estamos muito triste com a perda do meu amigo que me procurou aqui outro dia. O vício é uma merda. Isso parte meu coração - te amo Scott W "


                                                IN MEMORIA SCOTT WEILAND 🌹 🎕

Scott morreu  enquanto dormia no autocarro da banda, durante uma ‘tour’ - a morte foi o que de mais sereno lhe aconteceu na vida. descanse em paz lenda.

Filha de Chris Cornell, Lily, faz um cover de Alice In Chains em sua primeira apresentação pública.



Filha Chris Cornell, Lily, fez um cover de "Black Gives to Blue" do Alice in Chains na cerimônia de premiação do MoPOP Founders Award na noite de terça-feira (1º de dezembro).

A cerimônia de premiação anual do Museu de Cultura Pop de Seattle foi realizada virtualmente este ano e contou com apresentações do Metallica, Billy Corgan do Smashing Pumpkins, Mastodon, Krist Novoselic do Nirvana, Ann Wilson do Coração, City and Color, Fishbone, Mark Lanegan, Mike do Pearl Jam McCready, Korn, Kim Thayil do Soundgarden e muitos mais.


Lily Cornell Silver fez sua estreia pública no show, acompanhada pelo guitarrista do Queensrÿche Chris DeGarmo, para uma versão da faixa-título do álbum de 2009 da AIC (o primeiro sem o cantor original Layne Staley, que morreu em 2002).

Cornell Silver tocou a balada comovente em um piano de cauda, ​​cantando os versos emocionais: "Não quero sentir mais é mais fácil continuar caindo / As imitações são pálidas / O vazio todos os amanhãs / Assombrado por seu fantasma / Deite-se, preto dá lugar ao azul / Lay down, vou lembrar de você. "


“Muito honrada e animado por fazer parte do Founders Awards deste ano, homenageando Alice in Chains e beneficiando o Museu de Cultura Pop”, disse Lily em um comunicado. “Esses caras são, e sempre foram, minha família, e me sinto muito sortuda por homenageá-los ao lado de tantos artistas incríveis. Estou cantando uma música que é super significativa para mim. ” 


Lily Cornell lançou uma série de entrevistas com foco em saúde mental na IGTV, Mind Wide Open, que contou com convidados como Eddie Vedder, Brittany Snow e Duff McKagan, entre outros.

A noite também contou com uma apresentação da AIC e uma jam de supergrupo com Corey Taylor do Slipknot, Taylor Hawkins do Foo Fighters e Dave Navarro do Jane's Addiction e Chris Chaney fazendo o cover de "Man in the Box".


Veja o vídeo de Lily Cornell Silver: